
12/04/2018
O aumento da temperatura ocasionado pelo aquecimento global que impacta diretamente no equilíbrio do meio ambiente e a nossa qualidade de vida tornou o ato de plantar uma árvore mais que um protocolo sustentável; virou quase que um obrigação para qualquer cidadão. Mas há quem encare isso como uma missão, como o engenheiro florestal Luiz Vicente Peres, que há 13 anos coordena um equipe de 60 pessoas na recuperação de encostas e áreas degradadas da cidade a partir da produção de mais de 90 espécies de mudas da Mata Atlântica no viveiro da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), em São Lourenço.
O empenho do engenheiro e de sua equipe levou Niterói a ser incluída na publicação “Florestas e cidades sustentáveis: histórias inspiradoras de todo o mundo”, divulgada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em 21 de março. O documento, lançado para celebrar o Dia Internacional das Florestas e da Árvore, cita como exemplo de recuperação da vegetação o Morro Boa Vista, uma área de 9,5 hectares no Bairro de Fátima, que recebeu 25 mil mudas de 50 espécies produzidas por eles.
— Foi um reconhecimento gratificante, porque é um trabalho que fazemos há anos, mas que demora muito para aparecer — considera Peres. — Nós começamos em 2005 com dez mil mudas e atualmente produzimos uma média de 150 mil num ciclo médio de seis meses.
A matéria pode ser lida em O Globo
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