UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Atividade humana já afetou 75% da superfície terrestre do planeta

03/04/2018

A degradação do solo provocada por atividades humanas ameaça o bem-estar de 3,2 bilhões de pessoas, a sobrevivência de espécies animais e vegetais e intensifica as mudanças climáticas. Além disso, contribui para o aumento dos conflitos e para a migração em massa, alerta relatório divulgado nesta segunda-feira pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês), órgão ligado às Nações Unidas. Estimativas apontam que menos de 25% da superfície terrestre do planeta ainda resiste a impactos substanciais e, até 2050, esse percentual será de menos de 10%.
— A degradação da superfície terrestre da Terra pelas atividades humanas está levando o planeta em direção à sexta extinção em massa — alertou o sul-africano Robert Scholes, um dos coordenadores do relatório sobre Degradação e Restauração de Terras Degradadas divulgado pela IPBES, em Medellín, na Colômbia. — Evitar, reduzir e reverter este problema, e restaurar terras degradadas, é uma prioridade urgente para proteger a biodiversidade e os serviços do ecossistema vitais para toda a vida no planeta.
O relatório foi aprovado em reunião plenária da IPBES pelos seus 129 países-membros. Participaram da elaboração do documento mais de cem pesquisadores de 45 países, que consultaram mais de 3 mil fontes. O documento recebeu mais de 7,3 mil comentários e foi revisado por mais de 200 especialistas, sendo o mais completo estudo já realizado sobre a degradação do solo. A maior ameaça, concluem os especialistas, é o avanço rápido e não sustentável de terras agrícolas e pastagens.
Em 2014, mais de 1,5 bilhão de hectares de ecossistemas naturais foram convertidos para a agropecuária. Terras agrícolas e pastagens agora cobrem mais de um terço da superfície terrestre do planeta, espaços antes ocupados por ecossistemas naturais, incluindo as ricas florestas tropicais e subtropicais. E a demanda crescente por alimentos e biocombustíveis pressiona a expansão das zonas cultiváveis, com uso de quantidade cada vez maior de pesticidas e fertilizantes, que deve dobrar até 2050.
— As zonas úmidas (paisagens como pântanos e charcos, por exemplo) foram particularmente afetadas — disse o italiano Luca Montanarella, que também coordenou o estudo. — Nós notamos perdas de 87% dessas áreas desde o início da era moderna, sendo 54% desde 1900.
Por trás da degradação está o estilo de vida dos países desenvolvidos, combinado com a elevação do padrão de consumo nas economias emergentes e em desenvolvimento. O consumo per capita alto e em crescimento, amplificado pelo aumento da população, provoca a expansão não sustentável da agropecuária, da extração mineral e de recursos naturais e da urbanização.

A matéria pode ser lida em O Globo

Novidades

Erosão na Praia da Macumba: abaixo-assinado pede solução definitiva

04/08/2026

As marcas deixadas pelas ressacas na Praia da Macumba já fazem parte da paisagem do Recreio dos Band...

Busca por imóveis com certificação sustentável cresce em Curitiba

04/08/2026

Em 2022, o U.S. Green Building Council, o principal órgão certificador de edifícios sustentáveis do ...

Cooperativa mineira gera renda para agricultores que preservam o cerrado

04/08/2026

A conservação do cerrado, bioma pressionado pelo desmatamento, depende de remunerar as comunidades q...

Araras-vermelhas dão ´beijo´ em topo de árvore e encantam moradora de MS

04/08/2026

Um casal de araras-vermelhas foi flagrado em um momento de interação no topo de uma árvore em Camapu...

Ilha que recebeu navios de cruzeiros é esquecida após COP30

04/08/2026

Oito meses após a realização da COP30, em Belém, moradores e comerciantes do distrito de Outeiro diz...

Plástico retirado de rios amazônicos vira material para construção civil

04/08/2026

Garrafas PET, embalagens e outros resíduos plásticos retirados de rios amazônicos ganharam um novo d...