
03/04/2018
O estado que leva rio no nome maltrata suas águas. Com a terceira maior população do país, o Rio de Janeiro está no topo do consumo per capita de água, reflexo da má gestão e da falta de manutenção na rede de abastecimento, das ligações clandestinas, bem como do mito da abundância e da água barata, que leva os fluminenses a não se preocuparem em poupar um bem cada vez mais escasso. Não bastasse o desperdício, a poluição dos recursos hídricos é disseminada: 48% dos trechos dos rios monitorados pelo Inea, o órgão ambiental estadual, são impróprios para o tratamento convencional. É tanta sujeira que metade da água captada para o sistema Guandu é usada para tratar esgoto. O resultado é que acabamos pagando mais caro pela água que chega a nossas torneiras.
Segundo dados do Ministério das Cidades, o consumo médio por habitante no Estado do Rio foi de 248,3 litros por dia em 2016, bem à frente do verificado nos dois estados mais populosos do país — São Paulo (166 litros) e Minas Gerais (155 litros) — e acima da média nacional, de 154 litros. A conta considera o volume de água consumido por pessoas e empresas dividido pelo número de habitantes do estado, que alcançou 16,7 milhões naquele ano. Também inclui a água distribuída por rede a esses consumidores, excluindo as captações diretas nos rios por indústrias, por exemplo.
A matéria pode ser lida na íntegra em O Globo
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