
20/03/2018
Rodeado por montanhas e vizinho da maior favela do país, São Conrado nunca foi um caso simples em questão de drenagem e escoamento de água. Ao longo dos anos, diversos projetos foram realizados para amenizar os problemas. Mas a situação atual parece indicar que ainda há muito a ser feito. Na ponta esquerda da Praia do Pepino, moradores convivem com grandes alagamentos há três semanas, desde o grande temporal que assolou a cidade, resultado da obstrução de trechos da galeria de cintura de águas pluviais. Do outro lado, o problema é a deficiência no tratamento de esgoto. Enquanto a Cedae garante que o tratamento no bairro é satisfatório, a associação de moradores aponta a praia suja e diz que a estrutura da concessionária é insuficiente para o trabalho.
Desde a tempestade de 14 de fevereiro, ruas da região do Pepino, como Julieta Niemeyer e Martagão Gesteira, e a parte baixa da Estrada do Joá sofrem com alagamentos de até um metro e meio de altura. Não raros foram os relatos de água entrando dentro de casas e prédios. A ocorrência, atípica, logo fez surgir entre os moradores a suspeita de que havia problemas estruturais.
— A situação aqui na rua está precária, com qualquer chuva um pouco mais forte há alagamento — afirma a jornalista Fernanda Guaraná, cujo apartamento, na Rua Julieta Niemeyer, ficou inundado. — Isso não acontecia antes.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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