
10/03/2018
Conte algo que não sei.
O Brasil possui um nível de excelência em pesquisas científicas. Aqui, há líderes mundiais em áreas como a cardiovascular, a diabetes, a flebologia e a oncologia. No desenvolvimento clínico, o Brasil é um dos lugares do mundo onde os estudos devem ser feitos.
O acordo que vocês fizeram com a Fiocruz prevê explorar a biodiversidade brasileira. Como?
Trata-se de uma pesquisa dedicada ao câncer. O projeto é baseado em extratos naturais de uma coleção de 6 mil plantas que a Fiocruz possui há 30 anos. Vamos tentar identificar substâncias ativas para o tratamento de diversos tipos da doença. Se houver resultados positivos, a Fiocruz terá o direito de explorar parte deles na esfera pública, enquanto nós os exploraremos no mercado.
Qual é o estágio atual dessa pesquisa?
Pesquisadores franceses da Servier vieram à Friocruz para analisar as primeiras amostras para avaliar a viabilidade do projeto. Como concluímos que há grande chance de haver substâncias ativas, decidimos concretizar a colaboração por meio de contrato aprovado pela procuradoria da Fiocruz há algumas semanas. Estamos na fase de disponibilização de um alvo terapêutico para testar a eficácia das substâncias.
Como os brasileiros vão se beneficiar da pesquisa?
Se desenvolvermos um medicamento para tratamento de câncer com ela, estaremos prontos a compartilhar com o SUS a tecnologia de produção.
Por que procurar na flora brasileira possíveis tratamentos para o câncer?
Essa é a primeira vez que fazemos pesquisa com produtos naturais, e a Fiocruz dispõe de algo que não existe em qualquer outro lugar do mundo. A área de oncologia é nova para a gente. Então, essa é uma das pistas que estamos seguindo.
Há outras parcerias?
Temos um projeto de micropellets, um produto que permite a liberação gradual do medicamento e a combinação de substâncias, cuja tecnologia estamos transferindo à Farmanguinhos. Ele será usado no tratamento da isquemia.
Leia a entrevista completa em O Globo
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