UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Nova espécie de tubarão é identificada nas profundezas do Atlântico

27/02/2018

Os tubarões do gênero Hexanchus são raramente vistos. Habitantes das profundezas dos oceanos, eles estão entre os mais antigos animais do planeta, com ancestrais datados em 250 milhões de anos, anteriores aos dinossauros. Até então, duas espécies distintas eram conhecidas, a H. griseus e a H. nakamurai. Agora, por meio de análises de DNA, uma equipe internacional de biólogos marinhos liderada por Toby Daly-Engel, do Instituto de Tecnologia da Flórida, identificou uma terceira, batizada como H. vitulus.
Esses tubarões possuem uma característica que os distinguem da maioria dos outros parentes: um par extra de guelras. Por esse motivo, são conhecidos popularmente como “sixgills sharks” (tubarões de seis guelras). Por semelhança morfológica, se pensava que o H. nakamurai fosse uma espécie com ampla distribuição, presente em habitats a mais de 2,5 mil metros de profundidade no Atlântico, no Índico e no Pacífico. Mas Toby e seus colegas de outros institutos na Flórida, em Belize e no Panamá, apontaram a existência de duas espécies distintas.
— Nós demonstramos que os tubarões de seis guelras no Atlântico são realmente muito diferentes daqueles nos oceanos Índico e Pacífico em nível molecular, a ponto de serem obviamente duas espécies distintas, apesar de parecerem similares a olho nu — explicou a bióloga, sobre os resultados da pesquisa publicada na revista “Marine Biodiversity”.
Os cientistas analisaram 1.310 pares de dois genes mitocondriais e encontraram diferenças sequenciais suficientes para indicar a existência de espécies. Além disso, existem algumas características fisiológicas que corroboram a descoberta. Os tubarões de seis guelras do Atlântico são bem menores que os parentes do Índico e do Pacífico, alcançando até 1,8 metro. Seus primos crescem até 4,5 metros.
Pouco se sabe sobre esses tubarões, que possuem reprodução lenta e, por esse motivo, são especialmente vulneráveis à pesca predatória. Com a descoberta, a espécie pode vir a ser protegida, aumentando suas chances de sobrevivência.
— Porque agora sabemos que existem duas espécies únicas, nós temos um senso melhor das variações nas populações desses tubarões — comentou Toby. — Nós entendemos que se pescarmos um deles em excesso, eles não irão de recuperar vindos de outros lugares do planeta.
Além disso, a descoberta amplia os conhecimentos sobre a diversidade dos tubarões:
— Particularmente a diversidade em oceanos profundos, que nós não conhecemos muito.

Fonte: O Globo

Novidades

Erosão na Praia da Macumba: abaixo-assinado pede solução definitiva

04/08/2026

As marcas deixadas pelas ressacas na Praia da Macumba já fazem parte da paisagem do Recreio dos Band...

Busca por imóveis com certificação sustentável cresce em Curitiba

04/08/2026

Em 2022, o U.S. Green Building Council, o principal órgão certificador de edifícios sustentáveis do ...

Cooperativa mineira gera renda para agricultores que preservam o cerrado

04/08/2026

A conservação do cerrado, bioma pressionado pelo desmatamento, depende de remunerar as comunidades q...

Araras-vermelhas dão ´beijo´ em topo de árvore e encantam moradora de MS

04/08/2026

Um casal de araras-vermelhas foi flagrado em um momento de interação no topo de uma árvore em Camapu...

Ilha que recebeu navios de cruzeiros é esquecida após COP30

04/08/2026

Oito meses após a realização da COP30, em Belém, moradores e comerciantes do distrito de Outeiro diz...

Plástico retirado de rios amazônicos vira material para construção civil

04/08/2026

Garrafas PET, embalagens e outros resíduos plásticos retirados de rios amazônicos ganharam um novo d...