
22/02/2018
A Prefeitura do Rio lançou nesta quarta-feira uma campanha para conscientizar a população contra o massacre de macacos na cidade. A campanha, idealizada pela Vigilância Sanitária, quer diminuir o número de macacos mortos por agressão humana, pela associação desses animais com o vírus da febre amarela. Este ano, já foram encontrados 170 primatas mortos no município, metade deles com sinais de ação do homem, incluindo agressão, envenenamento ou queimadura.
A subsecretária de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, Márcia Rolim, destacou que os macacos muitas vezes são vistos como inimigos pela população, quando, na verdade, não são transmissores da doença.
- O macaco é vítima da febre amarela. Não é transmissor, nem vetor do vírus. Na verdade, ele adquire a doença bem antes do homem, o que pode servir como um alerta.
A veterinária ressaltou que a população pode se prevenir contra a febre amarela, mas que a agressão e a morte de macacos é uma "ação cruel e desnecessária". Além de evitar o massacre, que é crime ambiental, a campanha, que tem o slogan "Eu também sou vítima", também quer conscientizar as pessoas sobre a importância dos primatas para a prevenção do vírus da febre amarela.
- A população só vai se prevenir com vacina, educação sanitária e evitando a proliferação do mosquito.
A partir do monitoramento dos corpos dos macacos é possível detectar o avanço do vírus e elaborar medidas preventivas. Por isso, a Vigilância Sanitária recomenda que, assim que encontrar um macaco morto, as pessoas entrem em contato com o 1746, telefone da central de atendimento da Prefeitura. A campanha começou com a instalação de placas e a distribuição de folhetos em trilhas do Parque da Catacumba. A divulgação deve seguir por outros centros de conservação ambiental da cidade, como zoológicos e reservas florestais.
Fonte: O Globo
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