
22/02/2018
Três cachorros de caça, uma série de equipamentos com sensores, uma ministra e vários membros da força de defesa da Nova Zelândia foram despachados em uma missão especial: caçar um roedor, mais conhecido como o "rato de um milhão de dólares", que vive em ilhas remotas da Antártica.
As inóspitas Ilhas Antípodas estão localizadas a 760 quilômetros a sudeste da Nova Zelândia e foram até recentemente o lar de uma população de 200 mil ratos. Acredita-se que esses animais tenham sido introduzidos lá por causa de um naufrágio, há mais de um século.
No ambiente das Antípodas, os ratos passaram a representar uma praga: comeram pintinhos de albatrozes vivos, devastaram a vegetação e ameaçaram a vida de insetos raros.
Na tentativa de erradicá-los há dois anos, a Nova Zelândia levantou o equivalente a pouco mais de R$ 2,3 milhões e embarcou em um dos maiores e mais ambiciosos programas de extermínio já realizados em qualquer lugar do mundo.
Em junho de 2016, uma equipe de 13 pessoas passou 75 dias exterminando cerca de 200 mil ratos — o que acredita-se que é o total da população de roedores.
Agora, a primeira equipe de monitoramento da Nova Zelândia partiu no navio HMNZS Wellington para passar três semanas buscando ratos no patrimônio mundial, para ver se o projeto foi de fato um sucesso.
Leia a matéria em O Globo
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