
20/02/2018
"Além de todos os argumentos científicos para não usar animais em testes cosméticos, para mim, é impossível conceber que criaturas tão cheias de amor, de inocência e de confiança sejam usadas pra tais fins", acredita a curitibana Carolina Motter Catarino, de 28 anos.
Doutoranda no Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, no estado de Nova York, ela trabalha no desenvolvimento de modelos de pele humana usando a tecnologia de impressão 3D.
A pesquisa - uma das pioneiras na área - é uma chance de dar fim ao uso de animais em testes de laboratórios.
Em novembro do ano passado, o projeto de Carolina virou destaque internacional. Ela venceu o prêmio Jovem Pesquisador, na categoria Américas, concedido pela Lush - fabricante e revendedora de cosméticos artesanais.
Essa foi a maior premiação que Carolina já recebeu, mas não foi a única.
"O prêmio é concedido a jovens que trabalhem em projetos que têm como objetivo eliminar o uso de animais em testes de produtos químicos", explica.
Os cerca de R$ 45 mil que recebeu, ela revela, devem ser investidos na pesquisa e na sua formação como cientista.
Depois do reconhecimento pelo estudo, a curitibana garante ter percebido que os brasileiros têm se importado, cada vez mais, com a proteção aos animais e com o desenvolvimento científico.
A matéria pode ser lida no G1
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