
20/02/2018
O glitter nunca esteve tanto nos holofotes --para o bem e para o mal. Item indispensável por aqui há alguns carnavais, chamou tanta atenção que passou a ser analisado de perto e acabou se revelado um vilão ambiental.
A maior parte dos glitters é feita de PET (polietileno tereftalato). Cortado em micropedacinhos, o produto é feito basicamente de microplásticos. E, segundo, Felipe Gusmão, oceanólogo e professor do Instituto do Mar da Unifesp, uma vez no ambiente, não há como tirá-los. "Como reciclá-lo?", questiona. "O glitter é feito de um polímero sintético minúsculo que não vai se degradar rapidamente e, pior, será consumido por outros organismos", diz.
O trabalho de Gusmão já mostrou que microplásticos são como "pílulas de contaminantes", ou seja, têm capacidade de absorver poluentes como metais pesados e inseticidas. Ingeridos por zooplânctons (animais marinhos minúsculos) e por outros animais da cadeia, em última instância os microplásticos chegam até nós.
Não se sabe quais seriam os efeitos dos microplásticos e em humanos, diz Gusmão, mas, do ponto de vista ambiental, ele diz que há muita evidência que demonstra seu impacto sobre diferentes níveis de organização biológica.
A matéria na íntegra pode ser lida na Folha de S. Paulo
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