
08/02/2018
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) apreendeu 430 kg de mercúrio em uma empresa da área química em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Segundo o Ibama, o metal teria sido importado de forma irregular e seria encaminhado para garimpos ilegais da Amazônia.
A ação do Ibama ocorreu após uma investigação em três estados e foi divulgada na terça-feira (6). O instituto autuou os responsáveis em R$ 1,5 milhão por venda ilegal e por prestar informações falsas. A quantidade de pessoas envolvidas e multadas não foram divulgados.
A empresa catarinense é apontada pelo Ibama como maior importadora de mercúrio do país e chegou a comercializar 6,8 toneladas do metal nos últimos três anos.
Os agentes ambientais verificaram que a empresa de Joinville simulava a venda do mercúrio para uma empresa de fachada em Várzea Grande (MT). No endereço indicado na cidade mato-grossense funcionam na verdade, uma mercearia.
O uso do mercúrio é restrito no Brasil, pois é nocivo à saúde e ocasiona problemas ambientais. "O comércio clandestino de mercúrio fomenta o garimpo ilegal, que resulta na destruição da Amazônia e do modo de vida dos povos da floresta”, informa o coordenador-geral de fiscalização ambiental, Renê Luiz de Oliveira.
O instituto deve acompanhar também a chegada de um navio com duas toneladas de mercúrio importados do Oriente Médio. Ainda conforme o Ibama, a empresa catarinense foi notificada e deve prestar informações sobre a nova carga e teve as atividades suspensas.
No entanto, a empresa Quimidrol, alvo da investigação do Ibama, informou que continua com as atividades e que deve se manifestar sobre o caso após o setor jurídico verificar a situação.
Os relatórios elaborados durante a ação dos agentes ambientais devem ser encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF). Segundo o Ibama, as investigações continuam para identificar os receptadores e transportadores do metal.
Até esta publicação, o instituto não detalhou a data da apreensão, o período da suspensão das atividades da empresa, o tempo de investigação e o destino do material apreendido.
Fonte: G1
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