UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Morre ´o pássaro mais solitário do mundo´ em ilha da Nova Zelândia

08/02/2018

Amantes da vida selvagem da Nova Zelândia lamentam a morte do "pássaro mais solitário do mundo". O atobá-australiano Nigel viveu durante anos em meio a uma "colônia" de aves de concreto na ilha de Mana. Grupos ambientais posicionaram as pequenas estátuas lá em função da ausência de outros espécimes no local, na tentativa de atrair parceiros para o pássaro, também conhecido como "Nigel sem amigos".
Os conservacionistas tentavam atrair a vida selvagem de volta à ilha, que fica na costa de Wellington. Nigel poderia ter ido embora, mas preferiu ficar. Ambientalistas dizem que ele se "apaixonou" por uma das imitações. O pássaro construiu um ninho e tentou se acasalar com a estátua de concreto.
"Nigel escolheu viver em Mana, e sabemos que ele foi feliz lá, porque poderia ir embora a qualquer hora e não foi", destacou o guarda do Departamento de Conservação Chris Bell, nesta quarta-feira. "Era um comportamento estranho para uma ave marinha, mas cada grupo tem seus indivíduos".
Bell encontrou Nigel, já morto, deitado ao lado de sua "paixão de concreto". O guarda acredita que a ave tenha morrido em função da idade avançada, mas ainda é preciso esperar pelo resultado da autópsia para confirmar a teoria. O "pássario mais solitário do mundo" pode ter padecido no momento em que a colônia falsa começava a dar resultados: em dezembro, três espécimes visitaram a ilha de Mana.
O guarda ressalta que as aves como Nigel, embora não estejam ameaçadas, precisam de um lugar seguro para construir ninhos, livres de predadores. Os pássaros de concreto, assim, são o aviso passado pelos especialistas de que a ilha de Mana se encaixa neste perfil. Ele explica que os três espécimes são "visitantes regulares", mas ainda não firmaram seu lar.
"Essas aves são pássaros extremamente sociáveis e tomam a decisão de onde viver com base nisso. Temos consciência de que, sem Nigel, os outros três podem não escolher fazer seus ninhos aqui, mas apenas o tempo vai dizer", destacou Bell.

Fonte: O Globo

Novidades

Erosão na Praia da Macumba: abaixo-assinado pede solução definitiva

04/08/2026

As marcas deixadas pelas ressacas na Praia da Macumba já fazem parte da paisagem do Recreio dos Band...

Busca por imóveis com certificação sustentável cresce em Curitiba

04/08/2026

Em 2022, o U.S. Green Building Council, o principal órgão certificador de edifícios sustentáveis do ...

Cooperativa mineira gera renda para agricultores que preservam o cerrado

04/08/2026

A conservação do cerrado, bioma pressionado pelo desmatamento, depende de remunerar as comunidades q...

Araras-vermelhas dão ´beijo´ em topo de árvore e encantam moradora de MS

04/08/2026

Um casal de araras-vermelhas foi flagrado em um momento de interação no topo de uma árvore em Camapu...

Ilha que recebeu navios de cruzeiros é esquecida após COP30

04/08/2026

Oito meses após a realização da COP30, em Belém, moradores e comerciantes do distrito de Outeiro diz...

Plástico retirado de rios amazônicos vira material para construção civil

04/08/2026

Garrafas PET, embalagens e outros resíduos plásticos retirados de rios amazônicos ganharam um novo d...