
06/02/2018
Após a revelação de que o Ibama está acusando a Petrobras de fraude ambiental, a diretora executiva de Exploração e Produção da estatal, Solange da Sivla Guedes, deu sua versão do caso. Segundo ela, os métodos usados para analisar o teor de óleo e graxa na água são os aprovados pelo Conama. Mas ela também afirma que fará fará transição do método utilizado hoje para o apontado pelo Ibama, mais rigoroso.
Há alguma mudança na legislação ambiental que obriga a empresa a mudar seu método de analisar o teor de óleo e graxa na água que devolve para o oceano?
Não houve nenhuma mudança na legislação, mas há uma discussão sobre o método. Pela lei, podemos fazer do jeito A ou B. O Ibama quer que a gente faça do jeito B, e concordo que isso é uma evolução natural do processo da condução das questões ambientais no Brasil.
A Petrobras fornece dados falsos de contaminação da água que despeja no mar?
Discordamos de uma forma muito forte de diversos termos apontados nesse relatório. Discordamos que haveria uma ação de falta de transparência da Petrobras. Não é essa a natureza da companhia. Trabalhamos de forma muito colaborativa com os órgãos de controle. Entendemos que nós, como companhia brasileira, somos a primeira a querer que haja evolução e temos compromisso com isso.
Quando a Petrobras passou a ser cobrada a adotar um novo método de análise?
Historicamente a Petrobras faz as análises por um determinado critério. A partir de 2015, o Ibama passou a discutir conosco um método mais rigoroso, mais detalhado, para evoluirmos. Recentemente, concordamos que talvez fosse bom para a indústria de uma forma geral que a Petrobras migre para essa outra forma de análise.
A entrevista completa pode ser lida em O Globo
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