
01/02/2018
O fechamento de ruas na Barra sempre gerou polêmica. Em março de 2016, quando demoliu um muro erguido pelo condomínio Rio Mar na Avenida Célia Ribeiro da Silva Mendes, a prefeitura sinalizou que tentaria, mais uma vez, acabar com as interrupções feitas nos acessos à via por moradores e finalmente estendê-la, transformando-a na Via 4, concebida por Lucio Costa. A resposta, porém, veio na Justiça, e uma liminar, hoje, impede novas demolições. Atualmente, aquele trecho da Célia Ribeiro tem muitos novos moradores, devido à ocupação dos condomínios Alphagreen, Alphaville e Alphaland. Com isso, a pressão pela queda dos muros aumentou.
Pelo projeto original de Lucio Costa, a Avenida Célia Ribeiro, ou Via 4, deveria seguir da Avenida Ayrton Senna até a Avenida Vereador Alceu de Carvalho. O logradouro, entretanto, é interrompido em alguns pontos; um deles, na altura do Rio Mar. O fato nunca gerou muitas reclamações, já que não havia tráfego intenso naquela região. Até que, em 2016, os primeiros moradores começaram a chegar ao Alphaville, e, no ano passado, ocuparam o Alphagreen e o Alphaland. Os três, que somam mais de mil moradores, ficam próximos ao trecho de interrupção. Além do aumento populacional da área, há o fato de três colégios próximos contribuírem para o trânsito.
Um escoamento possível seria pelas ruas internas de condomínios que ficam entre as avenidas das Américas e a Célia Ribeiro: Rio Mar, Santa Mônica Jardins, Santa Mônica Town House, Santa Mônica Residências e Santa Mônica Classic. Muitas vias, porém, são fechadas por muros quando se chega à Célia Ribeiro. Por isso, quem deseja voltar para a Américas precisa ir até a Avenida Rachel de Queiroz, ao lado do Bosque da Barra.
Em 2016, quando a prefeitura demoliu o muro do Rio Mar, os condomínios, alegando razões de segurança, conseguiram impedir novas demolições na Justiça. No lugar do muro derrubado, foi colocado um tapume, onde se lê que o terreno em questão é propriedade particular. Ao lado do Rio Mar, há ainda um portão fechado, provocando outra interrupção na via. Desde então, o descontamento dos novos moradores do entorno só cresce.
— Essas interdições são prejudiciais em todos os sentidos. O trânsito, principalmente em horário de saída de colégio, é muito intenso — diz Anderson Pires, morador do Alphagreen. — Todo mundo sabe que a rua é pública, mas eles não abrem (os trechos que fecharam).
Leia a matéria em O Globo
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