
01/02/2018
Quando o helicóptero desceu na semana passada no loteamento irregular em construção às margens da Lagoa da Tijuca, na comunidade da Muzema, no Itanhangá, pedreiros que trabalhavam nas obras tentaram correr, deixando para trás pilhas de tijolos, sacos de cimento e uma retroescavadeira. Era a primeira operação do programa de combate ao desmatamento Olho no Verde, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), feita com apoio aéreo na cidade do Rio. E, logo na estreia, pôs à prova um dos objetivos da fiscalização com reforço de uma aeronave: o fator surpresa, para flagrar os infratores e aumentar a eficácia das inspeções contra os crimes ambientais.
No condomínio, com casas e arruamento que invadiam a faixa de proteção de lagoa, os operários acabaram levados para a delegacia, e foi aberta uma investigação sobre os proprietários do empreendimento ilegal. Dois caminhões e uma escavadeira também foram apreendidos, e a obra foi embargada cautelarmente, por não ter licença ou autorização dos órgãos ambientais.
Nessa nova etapa do projeto — iniciado em 2016 para monitorar por imagens de satélite cerca de oito mil quilômetros quadrados de unidades de conservação e fragmentos de florestas fluminenses —, os planos incluem o uso da aeronave pelos fiscais para chegar a áreas como a do Itanhangá ao menos uma vez por semana.
A matéria na íntegra está em O Globo
Erosão na Praia da Macumba: abaixo-assinado pede solução definitiva
04/08/2026
Busca por imóveis com certificação sustentável cresce em Curitiba
04/08/2026
Cooperativa mineira gera renda para agricultores que preservam o cerrado
04/08/2026
Araras-vermelhas dão ´beijo´ em topo de árvore e encantam moradora de MS
04/08/2026
Ilha que recebeu navios de cruzeiros é esquecida após COP30
04/08/2026
Plástico retirado de rios amazônicos vira material para construção civil
04/08/2026
