
25/01/2018
Tsunamis, as ondas gigantes responsáveis por enormes tragédias humanitárias — que já deixaram mais de 200 mil mortos em 2004 na Indonésia e provocaram vazamentos radioativos no Japão em 2011 — são fenômenos naturais que podem ter várias origens. Formadas pela junção das palavras japonesas tsu ("porto") e nami ("onda"), as tsunamis podem se originar desde abalos sísmicos submarinos, causadas pelo deslocamento das placas tectônicas, até vulcanismo e impacto de meteoritos no oceano. Essas ondas são capazes de viajar muitos quilômetros em alto mar e atingir a costa de regiões distantes do epicentro, como aconteceu mais recentemente com o terremoto que atingiu o Alasca nesta terça-feira, causando alertas para a Costa Oeste dos EUA, o Havaí e o Canadá. Sobre o passo-a-passo da formação do Tsunami
Formada por 12 placas tectônicas principais e várias outras menores, a Terra tem áreas em que elas se encostam umas nas outras, causando atrito e grande acumulo de energia. Uma vez que flutuam sobre o magma terrestre e estão sujeitos às chamadas correntes de convecção, movimentando-se de acordo com elas, esses blocos podem se chocar com maior ou menor intensidade, originando tremores. Regiões que sofrem com sismos estão localizadas no encontro das placas — o Japão, por exemplo, é ponto de encontro de três, a Euroasiana, a das Filipinas e a do Pacífico. Quando o fenômeno acontece no fundo do mar, a energia liberada passa para a água e forma as ondas da tsunami.
Em alto mar, a quilômetros de distância da costa, as tsunamis ainda não são ondas gigantes. Pelo contrário, raramente passam de um metro de altura, devido à profundidade do mar. Nesse momento, as ondas atingem o maior comprimento que podem ter (até 160km), bem como velocidade (até 800km/h). Com essa velocidade, as tsunamis podem viajar bastante até atingir alguma porção de terra. No Japão em 2011, em que as ondas foram causadas por um tremor de magnitude 8,9 na escala Richter, o tsunami atingiu o Havaí, Austrália e Chile respectivamente seis, nove e 21 horas depois.
Conforme as ondas originadas pelo maremoto se aproximam da costa, a distância entre elas e o assoalho marítimo diminui, assim como a velocidade que se propagam. A partir daí, as pequenas ondas que surgiram na origem do maremoto aumentam de tamanho até se tornarem de fato ondas gigantes, atingindo 30 metros ou mais. Nesse momento, quem está na praia pode ver a maré recuando drasticamente para que os paredões d´água possam ser formados — esse "sinal" funciona de alerta para que pessoas procurem se abrigar em lugares altos. Quando a tsunami atinge a costa, sua velocidade pode chegar a cerca de 50km/h e é comum que ela penetre a terra, varrendo o que vem pela frente, por mais quilômetros de distância.
Fonte: O Globo
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