
18/01/2018
Morador de Mayle, uma aldeia no Nordeste da Somália, país africano, Mohamed Ismail Yasin teve que viajar 600 quilômetros com sua família. O deslocamento foi até uma barragem, construída por iniciativa da agência da ONU para o meio ambiente, o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud), onde os africanos puderam, finalmente, conseguir água para consumo próprio e de sua pequena criação de gado. Sem água, os bichos e eles próprios estariam fadados a morrer de fome, de sede. Com coragem, Yasin pôde conduzir sua família a reescrever sua história.
A foto de Yasin ilustra um relatório elaborado pelo Pnud para mostrar que há boas iniciativas sendo postas em prática com o objetivo de tentar livrar os desvalidos mundo afora da tormenta da seca. Mais de 615 mil pessoas estão na mesma situação de Yasin. A Somália é um dos quatro países do mundo que mais sofrem com a falta de água.
A seca, como demonstram os cientistas, é um fenômeno diretamente ligado ao abuso de combustíveis fósseis, que emitem gases poluentes na atmosfera. Tais emissões mudaram radicalmente o clima e asseveram eventos extremos, como a falta de chuvas ou tempestades e furacões. Yasin exemplifica um discurso que já se tornou corriqueiro entre aqueles que defendem uma mudança radical de hábitos de consumo e de produção no mundo. Os que menos se beneficiam do petróleo são os que mais sofrem as consequências das mudanças climáticas causadas pelo abuso do recurso. Disso todo mundo já sabe, mas o esforço para a mudança precisa de coragem.
Enquanto isso, os cientistas do clima continuam fazendo seu trabalho, sendo os arautos do acirramento dessa mudança do clima que já está atingindo vidas como a de Yasin. Na semana passada, vazou o rascunho do relatório que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) vai publicar em outubro.
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