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Chernobyl retoma produção energética com usina solar

18/01/2018

Abandonada desde o acidente de 1986, a área no entorno da usina de Chernobyl está prestes a reiniciar a produção energética. A cerca de cem metros do “sarcófago”, um imenso domo de metal que sela a antiga estrutura radioativa, centenas de painéis solares estão sendo instalados e entrarão em funcionamento nas próximas semanas. Após o início da operação, a planta deve gerar um megawatt de energia, o suficiente para abastecer uma pequena cidade com cerca de duas mil residências.
O projeto está sendo conduzido pela Solar Chernobyl, formada por capital ucraniano e alemão. Foram investidos um milhão de euros na construção da estrutura que possui cerca de 3,8 mil painéis fotovoltaicos, que ocupam uma área de 1,6 hectare, cerca de dois campos de futebol. Segundo Yevgen Varyagin, presidente da companhia, a quantidade de sol na região é o “mesmo do sul da Alemanha”. A previsão é que o investimento seja recuperado em sete anos.
A retomada da produção energética em Chernobyl é uma estratégia do governo ucraniano para aproveitar a zona de exclusão criada após pior acidente nuclear da história e, ao mesmo tempo, suprir a necessidade energética do país, abalada desde o fim das importações de gás natural da Rússia, há dois anos.
Em 26 de abril de 1986, o reator número quatro da usina de Chernobyl explodiu, espalhando radiação por cerca de três quartos da Europa. Após o desastre, as autoridades soviéticas evacuaram centenas de milhares de pessoas e criaram uma zona de exclusão com dois mil quilômetros quadrados. Os outros reatores continuaram em funcionamento, mas foram desligados no ano 2000.
Segundo autoridades ucranianas, o local não poderá ser habitado por “mais de 24 mil anos”, mas a produção industrial é possível.
— Esse território obviamente não pode ser usado para a agricultura, mas é formidável para projetos científicos e de inovação — disse o Ministro do Meio Ambiente ucraniano, Ostap Semerak, à AFP.

A matéria pode ser lida em O Globo

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