
16/01/2018
Quatro macacos-prego foram encontrados mortos na tarde de domingo na Rua Alves Câmara, via de acesso para a Floresta da Tijuca, por moradores da comunidade do Catrambi. Na manhã desta segunda, as corpos dos animais foram recolhidas pela Vigilância Sanitária e serão enviados para a Fiocruz, onde serão feitas análises após uma necropsia. Há suspeita de que os animais possam ter sido vítimas de febre amarela.
A coordenadora do Laboratório Municipal de Saúde Pública, Roberta Ribeiro, afirma que o exame deve demorar pelo menos 10 dias para sair, se os corpos dos animais estiverem em bom estado de conservação. Segundo ela, os animais demoraram para ser recolhidos porque o registro do caso tardou a chegar ao 1746.
- Por isso sempre pedimos para as pessoas ligarem para o 1746. Os moradores ligaram antes para Corpo de Bombeiros e outros órgãos que não fazem esse trabalho - conta ela.
Ainda segundo Roberta, no ano passado foram recolhidos 179 primatas mortos no município. Nenhum deles com o vírus da febre amarela. Isso, porém, não diminuiu o medo dos moradores do Catrambi.
- Pode não ser nada, mas e se for? Demoraram muito para recolher os animais. Estamos ligando desde ontem - questiona a motorista Andréa da Fonseca, 45 anos.
Segundo ela, postos de saúde já estão lotados de moradores buscando a vacina contra a febre amarela. A Vigilância Sanitária informa que fará ainda hoje mais buscas por outros corpos de animais na mata.
No Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, a fila para tomar vacina começa já do lado de fora da unidade. De acordo com funcionários, mais de 200 pessoas foram atendidas só até o meio dia. Apesar da alta demanda, a fila se movia de forma rápida. Uma das pessoas na fila é a aeronauta Carla Seixas, que vai com os três filhos para Foz do Iguaçu na semana que vem. Por conta da viagem, decidiu vacinar a si mesma e as crianças.
- Ninguém era vacinado, não parecia necessário - conta ela. - Mas com essas notícias, mesmo que eu não fosse viajar, traria meus filhos para tomar vacina.
O técnico em edificações Leonardo Teixeira, 31 anos, levou seu filho de oito anos para tomar vacina no mesmo posto. Os dois vão viajar no mês que vem para Miguel Pereira, onde foram encontrados macacos mortos com a doença.
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