
11/01/2018
Como acontece todo verão, o pesadelo das inundações voltou. Bastou que chovesse mais — em oito dias, os temporais produziram 85% de toda a precipitação prevista para o mês de janeiro — para que a cidade, das zonas Norte a Sul, não suportasse a pressão da água. Um levantamento do Centro de Operações Rio (COR), feito a pedido do GLOBO, revela que a cidade tem 378 pontos mais vulneráveis a alagamentos e a deslizamentos de encostas. A Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma), responsável, junto com a Comlurb, pela limpeza dos bueiros, listou, sem informar o endereço de cada uma delas, 43 áreas de inundação severa, que merecem atenção especial. Mas, para especialistas ouvidos pelo jornal, a população carioca sofre porque, entra gestão, sai gestão, e o poder público não faz o dever de casa: desobstruir as galerias de águas pluviais.
Entre as áreas listadas, estão velhos conhecidos: as ruas Jardim Botânico — onde há anos pedestres se penduram nas grades do parque para atravessar bolsões d’água — e do Catete; a Lagoa Rodrigo de Freitas; e as avenidas Brasil (trechos de Irajá, Parada de Lucas e Caju), Maracanã (Tijuca) e Ayrton Sena (Barra da Tijuca). A Praça da Bandeira, que perdeu o apelido de “Praça da Banheira” após a construção de três reservatórios na Grande Tijuca, ainda não está completamente livre do problema e, nas últimas chuvas, houve registro de alagamentos em alguns trechos da região.
A matéria pode ser lida na íntegra em O Globo
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