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Sobe para 88 o número de botos encontrados mortos na Baía de Sepetiba

09/01/2018

Já chega a oitenta e oito o número de botos mortos na Baía de Sepetiba. Os pesquisadores suspeitam que os animais estejam com alguma doença.
A média já é de quase cinco animais mortos achados por dia, um número trágico, considerando que até então, a média de animais encontrados mortos era de cinco por mês.
A Baía de Sepetiba, a 80 km do Rio, é o lugar com a maior concentração de botos-cinza do mundo. Há 20 anos, a baía era o lar de 2500 desses animais. Hoje, eles não passam de 800. Do dia 16 de dezembro pra cá, 88 carcaças foram recolhidas.
A maioria dos animais encontrados ocorre pela chamada captura acidental, quando eles ficam presos em redes de pesca. Até agora, os pesquisadores ainda não sabem o que está causando as mortes.
A baía de sepetiba tem condomínios, estaleiros e terminais marítimos, mas não há sinais de contaminação da água nas carcaças.
Os botos cinza vivem em comunidade. Os pesquisadores dizem que já viram grupos com mais de 200 indivíduos nadando na Baía de Sepetiba. Isso ajuda na hora de pescar, de procriar e também na proteção contra predadores. Mas tem um lado ruim: se as mortes em massa estão sendo provocadas por uma doença, causada por vírus ou bactéria, essa doença se dissemina mais rapidamente.
"Não existe a possibilidade de um tratamento no ambiente selvagem. Se confirmar algum patógeno, alguma doença relacionada especificamente pro boto-cinza, a gente pode ter aí uma perda de 70% da população , 80%, infelizmente a gente não tem muito o que fazer a não ser contar com o órgão ambiental pra diminuir as outras ameaças e criar maneiras de proteção, que é por exemplo uma unidade de conservação marinha, um refúgio para os animais poderem dar continuidade os que sobreviverem", diz o biólogo Leonardo Flach, do instituto Boto Cinza.
A análise de manchas na pele dos botos mortos pode ajudar a desvendar o mistério. "A gente por enquanto tem que avaliar o que essa coloração. Qual a ligação dela com a morte da espécie", acrescenta Leonardo.

Fonte: G1

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