
09/01/2018
Mais de 2 mil chefes de Estado, ministros, líderes empresariais, oficiais da ONU e representantes da sociedade civil reúnem-se a partir desta segunda-feira (4) na terceira Assembleia da ONU para o Meio Ambiente em Nairóbi, no Quênia, para enfrentar a ameaça mundial da poluição.
A assembleia ocorreu até dia 06/12 na sede da ONU Meio Ambiente em Nairóbi. Como órgão máximo de tomada de decisões ambientais, a assembleia reúne governos, empresários, ativistas e outros para compartilhar ideias e se comprometer com ações.
“Nosso objetivo coletivo deve ser um planeta livre de poluição”, disse o ministro do Meio Ambiente e de Energia da Costa Rica e presidente da Assembleia de 2017, Edgar Gutiérrez. “Apenas através de uma ação coletiva mais forte, começando em Nairóbi esta semana, poderemos limpar o planeta e salvar inúmeras vidas”.
Todos os habitantes da Terra são afetados pela poluição, segundo novo relatório da ONU Meio Ambiente “Para um planeta sem poluição“, que serve de base para que a assembleia defina os problemas e estabeleça novas rotas de ação.
As políticas sugeridas no relatório se baseiam em uma análise de todas as formas de poluição, incluindo do ar, da terra, da água doce, marinha, provocada por produtos químicos e rejeitos. Em geral, a degradação ambiental causa a destruição generalizada de ecossistemas-chave e quase uma em cada quatro mortes em todo o mundo, ou seja, 12,6 milhões de mortes ao ano.
Mais de uma dezena de resoluções estão sobre a mesa na assembleia, incluindo novos enfoques para abordar a poluição do ar, que está por trás da maior quantidade de mortes por razões ambientais: 6,5 milhões a cada ano. Atualmente, mais de 80% das cidades não cumprem os padrões de saúde da ONU sobre qualidade do ar.
A exposição ao chumbo em materiais de pintura, que causa dano cerebral a 600 mil crianças anualmente, e a contaminação da água e do solo, também são áreas-chave de enfoque. Nosso mares já contêm 500 “zonas mortas” com muito pouco oxigênio para manter a vida marinha. Mais de 80% das águas residuais do mundo são liberadas ao meio ambiente sem tratamento, envenenando os campos onde cultivamos nossos alimentos, assim como os lagos e rios que proporcionam água potável a 300 milhões de pessoas.
Para saber mais, acesse o site da ONU
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