
14/12/2017
Às vésperas do verão, que terá início no próximo dia 21, o Conselho Regional de Química - Terceira Região (CRQ-III) deu início a uma fiscalização para conferir a qualidade da água de piscinas públicas no estado. O trabalho dos agentes começou na semana passada e, das seis áreas de lazer visitadas até o momento, duas estavam fora dos padrões estabelecidos pelo órgão: as das vilas olímpicas Mestre André, em Padre Miguel, e Clara Nunes, em Acari. Os espaços serão intimados e terão prazo de 15 dias para se adequar, sob pena de multa de até R$ 4.958,90.
Segundo o conselho, o controle da qualidade da água é necessário para evitar a transmissão de doenças. Durante as visitas, os fiscais do órgão verificam os processos químicos utilizados no tratamento e se o responsável pela limpeza é devidamente qualificado. De acordo com a instituição, esse tipo de procedimento químico, em piscina pública, deve ser feito na presença de um profissional da área habilitado, registrado no CRQ-III. Se a piscina for tratada por uma empresa prestadora de serviço, esta deverá ter um técnico, também certificado pelo conselho.
Até o momento, os agentes vistoriaram cinco vilas olímpicas e o piscinão de São Gonçalo. Os dois locais notificados são ligados à Subsecretaria municipal de Esporte e Lazer. Em nota, o órgão informou que não foi notificado sobre a decisão do conselho e que as duas vilas em questão estão em processo de licitação para a contratação de Organizações Sociais para administrá-las. Ainda de acordo com a secretaria, as piscinas não estão em uso e há segurança no local para evitar o acesso indevido ao espaço.
De acordo com o presidente do CRQ-III, Rafael Barreto Almada, a medida, a princípio, é preventiva e tem como objetivo ressaltar a responsabilidade do conselho junto à população:
- A água de piscina deve ter qualidade que impeça a transmissão de doenças por vírus e bactérias, como a conjuntivite e as micoses de pele. Entretanto, os produtos químicos utilizados no tratamento destes espaços devem ser aplicados de maneira correta, de forma a não comprometer a segurança dos banhistas com intoxicações.
Fonte: O Globo
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