
05/12/2017
Os melhores trabalhos de mestrado e doutorado na área de sustentabilidade defendidos no Brasil em 2014 foram agraciados, nesta quinta-feira, 29, com o Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade 2015. A solenidade aconteceu na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília.
Foram selecionadas sete teses de doutorado e dissertações de mestrado. Os trabalhos premiados dividem-se nos grupos "Processos eficientes para redução do consumo de água e de energia"; "Aproveitamento, reaproveitamento e reciclagem de resíduos e/ou rejeitos"; "Redução de Gases do efeito estufa (GEE)"; e "Tecnologias socioambientais, com ênfase no combate à pobreza".
O presidente da Capes, Abilio Baeta Neves, destacou os números da premiação nesta edição. “Ao todo, foram 143 trabalhos inscritos, sendo 95 dissertações de mestrado e 48 teses de doutorado, em um universo de mais de 50 instituições de ensino superior. Esses números mostram como o Prêmio Vale-Capes tem repercussão em todo o nosso sistema universitário e tem sido acolhido de maneira calorosa nas áreas de conhecimento relacionadas. Nesse ponto, destaco a relevância dos trabalhos e a rigorosa seleção realizada por consultoria.”
Os vencedores do Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade de Tese de Doutorado recebem R$ 15 mil e uma bolsa para realização de estágio pós-doutoral de até três anos em instituição nacional, podendo ser convertida em um ano fora do país em uma instituição de notória excelência na área de conhecimento do premiado. Já os ganhadores de Dissertação de Mestrado recebem R$ 10 mil e uma bolsa para realização de doutorado em instituição nacional de até quatro anos.
Os orientadores também são prestigiados, recebendo auxílio equivalente a uma participação em congresso nacional e internacional, relacionado à área temática da tese. No caso de mestrado, o orientador recebe R$ 3 mil e o de doutorado, US$ 3 mil.
Segundo Baeta Neves, a premiação é um passo importante na promoção da cooperação entre universidades e setor produtivo. “O Prêmio Capes-Vale revela a necessidade de estreitar a relação do setor acadêmico com o setor empresarial, especialmente com empresas que atuam em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. Assim, a Capes reitera o interesse em fortalecer a parceria com a Vale, conversar com outras empresas e ampliar o quanto possível o apoio a esses institutos de pesquisa”, ressaltou.
Para o presidente da Capes, a qualidade dos trabalhos é mostra do potencial da pós-graduação brasileira. “O prêmio destaca a capacidade produtiva dos nossos programas de pós-graduação em áreas sensíveis e estratégicas. Além de expor a certeza de que, se provocada, nossas universidades respondem a altura”, definiu.
O Prêmio é fruto da parceria entre a Capes e a Vale S. A., mas como enfatizou Abilio Baeta Neves, a premiação não é a única atividade de cooperação da agência com empresa mineradora. “Temos desde o período de gestão do presidente Jorge Guimarães, aqui presente na condição de diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), um acordo de cooperação entre a Capes e o Instituto Tecnológico Vale (ITV) visando a formação de recursos humanos por meio de bolsas e recursos a pesquisadores. Temos a previsão do lançamento de dois editais no âmbito desse programa. A implementação das dez primeiras bolsas de mestrado começou em maio de 2016 e na modalidade pós-doutorado existe a previsão de mais 20 bolsas.”
O gerente executivo de Tecnologia e Inovação da Vale, Luiz Eugenio Araújo de Moraes Mello, ressaltou o trabalho de pesquisa realizado desde 2009 nas sedes do ITV, em Belém e em Ouro Preto. “O Brasil ainda precisa avançar bastante na inovação e na produção de patentes, ainda concentrada no setor acadêmico. Temos orgulho de que a Vale é uma das três empresas que mais registra patentes no país.”
Saiba mais no site da Capes
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