
05/12/2017
Membro do Clube de Observadores de Aves desde o fim da década de 1980, a fotógrafa Lena Trindade sempre registrava as espécies que via em suas caminhadas pelos parques da cidade. Ao longo dos anos, reuniu um bom material e achou que tinha em mãos matéria prima para editar um livro. No entanto, ao mostrar tudo para um amigo, o ornitólogo Henrique Rajão, ele fez um elogio e uma ponderação: as imagens, de fato, eram lindas, mas, para serem publicadas, teriam que revelar os detalhes dos pássaros. Lena então partiu do zero e, com um novo olhar, conseguiu publicar, em 2012, o "Guia das Aves do Jardim Botânico do Rio de Janeiro”, em parceria com Henrique, e que acaba de ganhar uma edição atualizada.
- Não basta ter uma foto bem feita. Se a ave tem o supercílio branco, ele tem que estar aparente na foto. E, em alguns casos, estamos falando de pássaros muito pequenos, com sete centímetros - conta Lena, que já ficou dois dias observando uma Estrelinha-ametista (Calliphlox amethystina), considerada um dos menores beija-flores da fauna brasileira. - Não pode ter um galho na frente da ave, que precisa estar de lado. No caso desse beija-flor, nem sempre ele está com a cor característica aparente. Tem que esperar ele se mostrar. Mas agora eu já estou craque.
Lena Trindade tem experiência em fotografar a natureza. Em uma das fases de sua carreira, registrou pessoas ligadas ao meio ambiente, como pescadores, seringueiros e artesãos.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
Erosão na Praia da Macumba: abaixo-assinado pede solução definitiva
04/08/2026
Busca por imóveis com certificação sustentável cresce em Curitiba
04/08/2026
Cooperativa mineira gera renda para agricultores que preservam o cerrado
04/08/2026
Araras-vermelhas dão ´beijo´ em topo de árvore e encantam moradora de MS
04/08/2026
Ilha que recebeu navios de cruzeiros é esquecida após COP30
04/08/2026
Plástico retirado de rios amazônicos vira material para construção civil
04/08/2026
