
30/11/2017
Após enfrentar um ano com índices alarmantes de casos de dengue, zika e chicungunha, a cidade do Rio figura agora entre os 2.450 municípios do país em que menos de 1% das residências estão com larvas do mosquito aedes aegypti - vetor dessas três doenças - em água parada. Os dados são do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, que classifica, com base nesses números, os índices da capital fluminense como satisfatórios. Em 2017, a cidade do Rio apresentou uma redução de 92,3% nos casos de dengue, zika em chicungunha, em comparação 2016. Até o dia 30 de outubro, as três doenças somavam 5.189 registros, segundo dados da prefeitura, contra 39.567 no mesmo período do ano passado.
O estudo também aponta que 357 municípios estão em situação de risco de surto de dengue, zika e chikungunya, pois mais de 9% das casas visitadas apresentaram a presença das larvas em água parada. Além disso, outros 1.139 cidades se encontram em estado de alerta, pois o índice de infestação de mosquitos nos imóveis varia entre de 1% 3,9%.O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou a importância de uma ação conjunta com estados e municípios para o desafio do combate ao Aedes.
“O enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é prioridade do Governo Federal, por isso definimos um dia de mobilização, a Sexta Sem Mosquito, quando mobilizaremos ministros de estado e autoridades locais para estarem em todos os estados do país chamando a atenção da população para a importância de combater o mosquito”, informou em nota o ministro.
Realizado de outubro até a 1ª quinzena de novembro, o LIRAa teve adesão recorde de municípios para este período do ano, com 3.946 cidades participantes, um aumento de 73% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando 2.282 municípios fizeram o levantamento. Essa ampliação foi possível porque neste ano o Ministério da Saúde publicou a resolução nº12, que tornou obrigatória a realização de levantamentos entomológicos de infestação pelo mosquito Aedes aegypti.
A realização deste monitoramento ficou condicionada ao recebimento da 2ª parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra, que deve ser utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios. Para o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, o levantamento é fundamental para prever ações locais.
“É necessária uma visão global da situação, por isso o levantamento tem papel essencial nas decisões nacionais, mas principalmente locais, porque o levantamento traz detalhes de focos de mosquito por bairros e com isso o gestor pode prever ações efetivas de controle da proliferação do mosquito”, destacou em nota.
Fonte: O Globo
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