
30/11/2017
O despertar do vulcão Agung, na turística ilha de Bali, Indonésia, é preocupante, segundo especialistas, e alguns destes não excluem a possibilidade de uma erupção significativa. Outros ressaltam, no entanto, a dificuldade de prever o que vai acontecer. Veja como está a situação em três perguntas:
Qual a situação atual?
O monte Agung, com pouco mais de 3.000 metros de altitude, deu os primeiros sinais de que estava despertando em setembro. Depois, após uma crise sísmica significativa, vinculada com a subida do magma, se acalmou no final de outubro. Mas voltou a se ativar, segundo Jacques-Marie Bardintzeff, vulcanologista e professor da Universidade Paris-Sul. O nível de alerta, que tinha sido reduzido para 3, subiu de novo para quatro, o nível máximo na Indonésia. O vulcão expeliu, no sábado, cinzas que chegaram a 3.000 metros de altura.
- O que observamos neste momento são pequenas explosões que deixam escapar gases quentes e fragmentos de rocha fundida ou cinzas - explica David Pyle, professor de Ciências da Terra na Universidade de Oxford.
O que pode acontecer agora?
O monte Agung é um vulcão temido por ser um vulcão do tipo "explosivo". Distingue-se dos vulcões "efusivos", característicos pelos fluxos de lava fluida pelos seus flancos.
Os vulcões explosivos, ricos em água, são suscetíveis de gerar grandes explosões que projetam enormes quantidades de detritos e cinzas ardendo, muito alto, na atmosfera.
Para saber mais, acesse O Globo
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