
28/11/2017
Após muitos anos de discussões judiciais sobre a questão do amianto, a Eternit sucumbiu às exigências do mercado e vai suspender, até o fim de 2018, o uso da matéria-prima na fabricação de qualquer produto. Até dezembro do próximo ano, toda a produção de telhas de fibrocimento da empresa utilizará matéria-prima sintética, o polipropileno. "Entendem
A tendência de substituição do amianto é irreversível, na avaliação do executivo. "Embora eu tenha absoluta convicção de que, da maneira como é utilizado hoje, o amianto não oferece risco à saúde da população e dos operadores, nem ambiental, seria uma insistência em vão, pois é algo que a sociedade não quer", diz Barbosa.
Amanhã, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar ação direta de inconstitucionalidade referente ao uso do amianto. "Nosso entendimento é que regulamentação federal do uso do amianto com a proibição em alguns estados continuarão coexistindo", afirma Barbosa. Segundo o executivo, questões jurídicas relacionadas ao amianto tiram o foco da empresa e
O uso do amianto é proibido em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso, Pernambuco e no Amazonas. Em Minas Gerais, a proibição está prevista para a partir de 2022. Multas que a empresa foi condenada a pagar também não figuram entre as razões para a mudança de estratégia, conforme o executivo. Na prática a Eternit não pagou nenhuma multa, pois recorreu e, no único caso concluído, foi isenta.
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