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´Temos 5% de chances de alcançar meta climática´, diz especialista durante a COP23

21/11/2017

O Acordo de Paris fixou como objetivo limitar o aquecimento global a 2ºC em relação aos níveis pré-industriais. Para Kevin Anderson, um dos maiores especialistas em orçamento de carbono do mundo, uma meta que, no momento, parece quase inalcançável.
Em entrevista à DW durante a 23ª Conferência do Clima, em Bonn, na Alemanha, ele diz que países terão que começar rapidamente a tomar medidas para alcançar esse objetivo nos próximos três ou quatro anos.
Professor de energia e de mudanças climáticas da Universidade de Manchester, no Reino Unido, Anderson afirma que muitos argumentam que a China é a principal causadora do aumento das emissões. Mas, para ele, a culpa não é toda do gigante asiático, já que o Ocidente escolhe fabricar produtos em outros países "mais pobres, com menos direitos trabalhistas, salários mais baixos e condições ambientais mais frouxas". "Isso é moralmente suspeito", frisa.

DW – Qual é o nosso orçamento de carbono? Quanto gastamos e quanto há ainda de sobra?

Kevin Anderson – Nosso orçamento de carbono é a quantidade total de dióxido de carbono que nós podemos colocar na atmosfera e que proporciona uma certa temperatura média em todo o planeta. Quanto mais rápido nós usarmos esse orçamento agora, menos poderemos causar emissões de CO2 mais tarde. É como se fosse o nosso salário mensal. Globalmente, neste momento, estamos causando emissões incrivelmente rápido e usando todo o nosso dióxido de carbono como se não houvesse amanhã. Assim, não vamos conseguir chegar até o fim do mês. É como se estivéssemos desperdiçando nosso dinheiro em muitos jantares caros, carros chiques e outras coisas do tipo.
O estudo Orçamento Global de Carbono 2017 foi publicado nesta semana. Ele não trouxe boas notícias...
Sim, as notícias não foram boas. Os dados mais recentes mostram que, após os últimos três anos terem sido quase estáveis, as emissões neste ano parecem que voltaram a subir novamente em cerca de 2%. Isso é realmente um grande aumento em se tratando da questão que deveríamos reduzi-lo provavelmente próximo de 10% por ano.

A entrevista pode ser lida no G1

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