
09/11/2017
Em meio a críticas da comunidade científica de que os governos não estão se esforçando para combater o aquecimento global, Everton Lucero, secretário de Mudança do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, assegura: o Brasil calculou precisamente como deve agir nos próximos anos. Os indicadores são conhecidos, os planos de ação foram apresentados, mas há uma importante restrição: falta dinheiro. Por isso, Lucero admite que o país pode reivindicar recursos na Conferência do Clima de Bonn (COP-23), alegando que suas iniciativas, como a preservação da Amazônia, beneficiam o mundo inteiro - portanto, nada seria mais justo do que rachar a conta. Em entrevista ao GLOBO, o secretário elogia o interesse crescente da iniciativa privada na causa ambiental e defende o governo de críticas que atingiram recentemente a pasta, como um levantamento que denunciou o aumento das emissões de gases-estufa no país.
A ONU divulgou um relatório alertando que as propostas apresentadas pelos governos para reduzir a emissão de gases-estufa não limitará suficientemente o aquecimento global. O Brasil está preparando para assumir compromissos mais ambiciosos?
Nossa meta é a única compatível para que o aquecimento do planeta seja inferior a 2 graus Celsius. Estamos dentro da linha prevista no Acordo de Paris. É hora de outros países apresentarem este engajamento. Vamos aumentar os compromissos nacionais ao longo do tempo, pois o Acordo prevê que as nações revisem seus projetos a cada cinco anos. Já sabemos como nos portar até 2025, e temos uma ação preliminar para 2030. Mas atualmente a maior preocupação do governo é descobrir como implementar aquilo que prometemos, e não rediscutir constantemente os índices que foram apresentados.
De que forma ocorrerá esta implementação?
Preparamos uma articulação com diversos ministérios e áreas da economia. Aquelas que mais contribuem para as emissões de gases-estufa são a energia - incluindo os transportes —, a agropecuária e as florestas — ou seja, o combate ao desmatamento e à degradação da vegetação. No ano passado, na Conferência do Clima de Marrakesh (COP-22), convidamos o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que é nosso canal de diálogo com a sociedade, para conduzir uma série de estudos setoriais. Nesta semana, recebemos sugestões de ações que o governo deve tomar. Agora, precisamos analisá-las e montar estratégias.
A entrevista completa pode ser lida em O Globo
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