
31/10/2017
Dois macacos encontrados mortos no Parque Anhanguera, na Zona Norte de São Paulo, nesta semana, estavam com febre amarela, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. As amostras positivas foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz.
Com a confirmação, sobe para três o número de primatas mortos por causa do vírus na cidade. Um deles é um sagui. O primeiro macaco confirmado com febre amarela, um bugio, morreu no Horto Florestal. Em todo o estado, 258 macacos morreram infectados pelo vírus desde o dia 9.
A Prefeitura de São Paulo confirmou que 16 carcaças de macacos na cidade foram levadas para análise.
A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (27) que vai ampliar a campanha de vacinação contra a febre amarela para todas as 91 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Zona Norte de São Paulo no prazo de até 60 dias. O Ministério da Saúde vai enviar mais um milhão de doses ao estado.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, a ideia é vacinar ao menos 95% da população que vive na região. Ou seja, mais de 2 milhões de pessoas. Ele estima que a missão seja concluída em menos de dois meses. "Mas não depende só de nós. Depende da população também", ressaltou.
A administração municipal divulgou ainda que já vacinou 150 mil pessoas desde a intensificação da campanha de imunização, na última sexta (20), quando exames comprovaram que um macaco morreu de febre amarela dentro do Horto Florestal. O secretário Pollara afirmou que a procura dos paulistanos aumentou nos últimos dias e já estão sendo ministradas 60 mil doses diariamente.
O aumento da procura vai inclusive fazer com que a Secretaria Municipal da Saúde tome providências na tentativa de organizar a demanda. O plano é designar um funcionário para o trabalho de "orientador de filas" nas UBSs. "É importante orientar para a população saber se deve ou não tomar a vacina. Para já haver essa informação na fila de espera", disse José Mauro del Roio Correa, coordenador de Saúde da Zona Norte.
Apesar das milhares de aplicações já feitas, o secretário Pollara disse não haver preocupação em relação ao estoque de vacinas. Segundo ele, o Estado de São Paulo já conta com uma reserva de mais de 3 milhões de doses e mantém frequente diálogo com o governo federal para caso seja necessário um reforço.
"Nós temos até mais do que precisamos", disse Pollara, reforçando que o público-alvo no momento é a população que vive nas proximidades de áreas de mata da Zona Norte. "Se a população quiser ser vacinada como um todo, não poderemos fazer esse cinturão de proteção (...) Não tem necessidade", completou.
A matéria pode ser lida no G1
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