UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Emissão de gases do efeito estufa no Brasil cresce 9% em 2016

26/10/2017

A emissão de gases de efeito estufa no Brasil aumentou 9% entre 2015 e 2016, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira em São Paulo pelo Observatório do Clima. O crescimento é o maior desde 2004 e deixa o país na sétima colocação no ranking dos maiores poluidores do planeta, abaixo de China (23,7%), Estados Unidos (12,9%) e União Europeia (7,4%). O resultado indica ainda que o Brasil pode não atingir a meta de redução de emissão de gases poluidores até 2020, segundo um dos coordenadores da pesquisa.
Esse é o segundo crescimento consecutivo e ocorre em meio à grave recessão do país. Em 2015 e 2016, a elevação acumulada das emissões foi de 12,3%, contra a queda de 7,4 pontos no Produto Interno Bruto (PIB), que recuou 3,8% em 2015 e 3,6% em 2016. O Brasil se torna, assim, a única grande economia do mundo a aumentar a poluição sem gerar riqueza para sua sociedade.
O agronegócio é apontado pelo estudo como o principal responsável pela emissão de poluentes no Brasil: 74% do total. Se fosse um país, ele seria o oitavo maior poluidor do mundo. Além disso, o crescimento de 27% no desmatamento da Amazônia puxou a elevação. Só a emissão gerada pelo desmatamento é duas vezes maior do que a poluição produzida pela Bélgica ao ano. As conclusões fazem parte da quinta edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima.
Ao todo, o Brasil emitiu, em 2016, 2,2 toneladas brutas de gás carbônico. Na avaliação do coordenador técnico do SEEG, Tasso Azevedo, se o país continuar nessa crescente, não cumprirá sua meta de cortar, até 2020, entre 36% a 39% das emissões de gases-estufa em relação aos patamares de 1990.
— O Brasil lançou essa meta em 2009 e, desde então, vem patinando nesse cumprimento, entre os 2 bilhões. Agora tivemos esse salto. Analisando o que vem acontecendo desde 2010, o Brasil está perto de não atingir a meta de 2020 — afirma Azevedo.
Já para o secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, os resultados de emissões de poluentes em 2016 estão 70% acima do que era esperado para cumprir a meta até 2020. Ele critica a proposta de redução para áreas ambientais protegidas, além de incêndios nas matas.
— A gente está 70% acima de onde deveríamos estar para cumprir a meta em 2020 — observa Ritti.

A matéria pode ser lida em O Globo

Novidades

Planta carnívora confirma previsão feita por Darwin há 150 anos; entenda

06/08/2026

Uma pequena planta que cresce em fendas de rochas nas montanhas do Himalaia e do Tibete acaba de gan...

Calor extremo transforma o significado do verão na Europa

06/08/2026

Em uma sexta-feira de junho, Christiane Bielenski, 38, levou seu pai e seus filhos pequenos a uma ár...

El Niño forte pode levar mais 49 milhões de pessoas à fome aguda, diz agência da ONU

06/08/2026

Um forte fenômeno climático El Niño poderia levar quase 49 milhões de pessoas a mais à insegurança a...

Julho é o mês mais quente na França em série histórica iniciada em 1900

06/08/2026

O mês de julho de 2026 foi o mais quente e um dos mais secos já registrados na França desde o início...

Europa reduz poluição em até 59% e melhora qualidade do ar

06/08/2026

A qualidade do ar continua melhorando em toda a Europa, com uma redução significativa nas emissões d...