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Caça ilegal de elefantes cai e apreensão de marfim bate recorde

26/10/2017

Os esforços de fiscalização estão dando resultados para a proteção dos elefantes no continente africano. Apesar de a caça ainda ser uma ameaça para a espécie, o ano passado foi o quinto consecutivo de redução no número de animais mortos, e registrou o recorde no volume de marfim apreendido, aponta relatório divulgado nesta terça-feira pela Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites).
— O leste da África tem sido duramente afetado pelo aumento da caça nos últimos dez anos e experimentou a redução de quase 50% na população de elefantes — comentou John Scanlon, secretário-geral da Cites. — Entretanto, tem acontecido um declínio contínuo nos níveis de caça desde o pico em 2011, e as análise de 2016 concluem que a caça caiu para os níveis pré-2008. Isso nos mostra o que é possível com a fiscalização na linha de frente, sustentável e coletiva, e com esforços de redução da demanda.
O relatório é produzido com base na análise de dados coletados em 60 áreas de monitoramento da espécie espalhadas pelo continente. Apesar da redução no número de carcaças localizadas, os números devem ser comemorados com cautela. De acordo com estimativas da União Internacional para a Conservação da Natureza, as populações de elefantes foram reduzidas em 111 mil indivíduos nos últimos dez anos, em linha com o aumento expressivo na caça ilegal a partir de 2006, com pico em 2011. Desde então, a prática está em declínio, mas ainda em níveis altos, tanto que a população deve registrar no declínio.
No leste africano, o número de carcaças de elefantes encontradas despencou 55% na Tanzânia, em relação a 2015, resultado similar ao registrado no Quênia. Uganda e Ruanda também tiveram bons resultados de conservação, com as populações estáveis ou aumentando.
No sul da África, Botsuana continua mantendo a maior população de elefantes africanos, e os números também são positivos na Namíbia e na África do Sul, mas a região central do continente continua registrando perdas drásticas nas populações e a caça ilegal continua em alta.
Junto com a redução na caça, autoridades apertaram o cerco contra o comércio ilegal de marfim que financia essa indústria ilegal. Em 2016 foram apreendidas quase 40 toneladas de marfim, um recorde histórico. Agora, o volume de apreensões é quase três vezes maior que em 2007.
— A tendência de aumento na quantidade de marfim ilegal apreendido pode refletir uma ampliação nos esforços de alfândegas e da polícia — avaliou Scanlon. — Mas o aumento das apreensões também pode ser uma indicação de que o tráfico está sendo influenciado pelo prospecto de maior controle, o banimento iminente em vários países e uma antecipação da queda contínua nos preços. Como resultado, grupos internacionais por trás desse mercado podem estar vendendo estoques por pânico.

Fonte: O Globo

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