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Desmatamento na Amazônia reduz 16% em um ano, diz governo

19/10/2017

O governo federal informou, nesta terça-feira, que a taxa de desmatamento na Amazônia caiu 16%, entre agosto de 2016 e julho deste ano. Nesse período, a estimativa é de que houve 6.624 quilômetros quadrados de corte de madeira na região, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
As informações foram divulgadas pelos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia em meio a críticas de que o governo do presidente Michel Temer tem patrocinado retrocessos na política ambiental.
— Podemos dizer com certeza que não houve um retrocesso ambiental na Amazônia. Nem a Renca (Reserva Nacional de Cobre e Associados), não há nenhum indicativo de diminuição de unidades de conservação — disse o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.
O governo editou em agosto um decreto que acabava com a Renca, permitindo a mineração em uma imensa área na Amazônia. Temer só recuou após intensa pressão e da repercussão negativa da medida. Além disso, o governo mandou para o Congresso um projeto de para reduzir a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará.
No caso de Jamanxim, as críticas de ambientalistas são de que o projeto encampado pelo governo vai beneficiar grileiros que desmataram e ocuparam pelo menos 44 mil hectares de terras que deveriam estar protegidas. O projeto é destinado a regularizar a situação de antigos posseiros, que viviam no local antes de o governo criar a área de proteção.
— O projeto está lá, sem urgência e não foi votado. Do jeito que está, espero que não seja votado nunca — defendeu-se Sarney.
O anúncio sobre o desmatamento não estava previsto e foi feito no Palácio do Planalto na tentativa de promover o governo do presidente Michel Temer, que enfrenta nesta semana a segunda denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele.
Pará e Mato Grosso tiveram as maiores taxas de áreas desmatadas: 2.413 Km² e 1.341 Km², respectivamente. Entre 1988 e 2017, segundo os dados federais, a taxa de desmatamento da Amazônia tem apresentado variações. No período entre 1991 e 2004, a tendência foi de crescimento. A partir de 2005, porém, essa taxa apresenta inclinações de queda.
— Estamos chegando ao nosso limite, e se não cumprirmos coisas como o Acordo de Paris será muito difícil manter a queda do desmatamento, mesmo com recursos orçamentários — disse o ministro do Meio Ambiente.

Fonte: O Globo

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