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Índice de Limpeza Urbana mostra que lixões a céu aberto afetam 75 milhões de brasileiros

05/09/2017

A disposição inadequada de lixo urbano vai custar entre US$ 3,25 bilhões a US$ 4,65 bilhões ao Brasil no período que vai de 2016 a 2021, não só em perda de saúde das pessoas, como também em impactos ambientais graves. Isso acontece porque ainda há muitos lixões a céu aberto espalhados pelos municípios, sobretudo entre as 3.049 cidades que foram alvo de estudo. Os dados foram coletados em 2015 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e estão na segunda edição do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (Islu), elaborado pelo Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana e pela PwC (disponível aqui) e que acaba de ser divulgado.
São cerca de 75 milhões as pessoas afetadas pelos lixões a céu aberto espalhados pelo país. É bom lembrar que a Política Nacional de Resíduos Sólidos , sancionada em 2 de agosto de 2010, dava o prazo de quatro anos para as cidades brasileiras acabarem com os lixões, sob pena de elas terem que responder por crime ambiental. Mas a política é uma das muitas que não pegaram, como se vê. E, se o cenário permanecer como está, ou seja, se as cidades continuarem crescendo mais demograficamente do que os progressos na área de saneamento ambiental, nos próximos dez anos a situação, é claro, tenderá a se agravar.
O Sistema Único de Saúde, segundo o estudo lançado pelo Sindicato, gasta anualmente cerca de R$ 1,5 bilhão tratando de pessoas que têm doenças causadas pela falta de destinação e de tratamento correto de resíduos sólidos. Surtos de dengue, por exemplo, poderiam simplesmente não existir em alguns lugares não fossem a sujeira e a destinação inadequada de resíduos sólidos. É questão de saúde pública, e deveria ser tratado como tal. A sugestão dada pela equipe que elaborou o relatório é que a sociedade civil comece a exigir mudança – também – nesta realidade. Como se vê, não está nada fácil ser cidadão comum num país com falhas tão graves em políticas de respeito ao socioambiental.
E o estudo revela ainda que há 17 milhões de brasileiros que não têm sequer coleta de lixo na porta de casa, portanto, muito mais abandonados à própria sorte no que diz respeito à saúde do que quaisquer outros. Só para ilustrar: este número equivale à população da Holanda. O que fazer?
Uma das conclusões do Índice é que as cidades que contam com um planejamento de limpeza urbana também apresentam um desempenho melhor.

A matéria completa pode ser lida no G1

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