UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Pesquisa revela que foz do Rio Doce tem até 4 vezes mais metais pesados do que antes da lama

11/07/2017

O material coletado por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para fazer análises antes de a lama da Samarco atingir o Rio Doce, em novembro de 2015, está sendo usado para comparar a situação ambiental daquele ecossistema atualmente. Foi constatado que, hoje, já há o dobro de ferro, quatro vezes mais alumínio e três vezes mais manganês.
No dia 5 de novembro de 2015, a barragem de Fundão da Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, se rompeu. A enxurrada de rejeitos de mineração devastou o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), e desceu pelo Rio Doce até chegar ao mar, em Regência (ES). Um ano depois, ainda havia muitas dúvidas sobre o impacto desses rejeitos no meio ambiente e na vida das pessoas.
Os estudos da Ufes uniram informações que podem ser fonte de comparação para saber como era a região antes ou depois da lama. Os pesquisadores esperaram mais de um ano após o desastre para fazer essa comparação.
Eles acreditam que, assim, o estudo fica mais correto, porque não estão analisando um momento determinado de quando o rio poderia estar mais cheio ou mais seco. Eles conseguiram estabelecer uma média das oito vezes em que coletaram material e analisaram, e agora podem afirmar com mais convicção como a lama está alterando a foz.
“É interessante que todas as campanhas que foram feitas pós-desastre quando comparadas com as campanhas que foram feitas antes do desastre, em 2013 e 2014, os resultados são sempre diferentes”, afirmou o geólogo Alex Bastos, professor e pesquisador da Ufes.
Comparando o antes e o depois da lama, a quantidade de metais depositados no fundo do mar da praia de Regência subiu muito. Há o dobro de ferro, quatro vezes mais alumínio e três vezes mais manganês. Isso pode ter interferido nos micro-organismos que estão na base da cadeia alimentar dos peixes. Depois da lama, a diversidade de espécies de zooplânctons ficou 40% menor.
“A gente está avaliando o ecossistema. Então isso pode com certeza ter desdobramentos para o resto da cadeia alimentar”, falou o geólogo.
Cerca de 30 pesquisadores, geólogos, físicos, biólogos, oceanógrafos e químicos fizeram as análises que estão neste relatório de 260 páginas. Ele vai ser entregue aos órgãos ambientais. São informações que podem direcionar as ações de recuperação e monitoramento da área afetada.
“E acrescentar algumas outras análises. Por exemplo, a análise nas praias, nos manguezais, nos peixes. Isso tudo também precisa ter o mínimo de diagnóstico a partir de agora”, disse Bastos.

Fonte: G1

Novidades

VÍDEO: baleia franca e filhote ´dançam´ em flagra de fotógrafo no Arpoador

06/08/2026

Uma baleia franca e seu filhote foram flagrados pelo fotógrafo Gabriel Klabin no Arpoador, Zona Sul ...

Após ´alerta severo´ da Defesa Civil, entenda se ciclone bomba pode atingir o Rio

06/08/2026

O alerta severo disparado pela Defesa Civil da cidade do Rio por volta das 5h da manhã desta quarta-...

Especialistas indígenas preservam abelhas nativas sem ferrão em SP e fazem alerta

06/08/2026

Marcio Karai acomoda-se sobre um tronco de árvore perto de sua casa, nos arredores de São Paulo, e p...

Turismo de avistamento de baleias tem regras, e especialistas defendem melhor fiscalização

06/08/2026

Em meio à expansão do avistamento de baleias-jubarte no litoral paulista, uma cena chamou a atenção ...

Baleia-jubarte passa debaixo de caiaque e surpreende grupo no ES: ´Achei que ia me derrubar´, diz instrutor; assista VÍDEO

06/08/2026

Uma baleia-jubarte surpreendeu um grupo de praticantes de caiaque durante um passeio no início da ma...

Embalagem flexível é principal rejeito em cooperativas de reciclagem

06/08/2026

Numa cooperativa de reciclagem, rejeito não é sinônimo de lixo comum, é o material que chega, é tria...