
06/07/2017
A interrupção dos serviços de manutenção no Porto do Rio, assumida de maneira emergencial pela prefeitura, contrasta com o promissor projeto de revitalização da antes degradada Zona Portuária. Em julho de 2009, a prefeitura e o governo federal, já de olho na candidatura da cidade à sede dos Jogos Olímpicos de 2016 - que acabaria se confirmando em outubro daquele mesmo ano -, davam início à primeira etapa de obras numa área de pouco apelo turístico. Na ocasião, duas importantes mudanças já eram anunciadas para os anos seguintes: a demolição do Elevado da Perimetral e a mudança dos pontos de atracação dos navios de turismo. O orçamento de R$ 1,5 bilhão para a execução das intervenções correspondia à metade dos recursos necessários para a segunda etapa do projeto, batizado pela prefeitura de Porto Maravilha.
As obras, que foram inauguradas sob os olhares do ex-presidente Lula, do ex-governador Sérgio Cabral e do ex-prefeito Eduardo Paes, prometiam uma verdadeira transformação na região, incluindo investimentos pesados em infraestrutura viária, de transportes e em serviços públicos, com melhorias nas redes de água, esgoto e energia elétrica. Somente na primeira etapa de obras, orçada à época em R$ 392 milhões, foram feitos os primeiros investimentos nas áreas de infraestrutura, habitação e em equipamentos culturais. À época, o Porto era basicamente industrial, seria transformado numa área de maior apelo comercial e imobiliário.
Em agosto daquele mesmo ano, o projeto para tirar o Porto Maravilha do papel era anunciado oficialmente, com uma proposta que dividia a região em 30 setores, chamadas de Operações Urbanas Consorciadas, estabelecendo parâmetros mínimos para construções em cada uma dessas áreas. Os VLTs eram alardeados como um sistema de transportes que poderia vir a substituir os ônibus na região. Em dezembro, foi realizada a primeira licitação para as obras no Porto do Rio.
Escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a cidade do Rio não poupou esforços para incluir na Zona Portuária parte das competições. Em maio de 2010, a prefeitura chegou a requisitar ao Comitê Olímpico Internacional que parte das competições realizadas na Barra da Tijuca fosse levada para o entorno do Porto Maravilha. O projeto, batizado de Porto Olímpico, previa a construção da Vila de Mídia na região, além de receber competições de esportes como boxe, levantamento de peso, tênis de mesa e badminton. A iniciativa acabou não saindo do papel, e a região acabou se tornando uma atração turística durante os Jogos com a criação do Boulevard Olímpico. Nos primeiro projeto, até mesmo a Cidade do Samba poderia ser convertida em instalações para receber algumas competições.
Em novembro de 2011, o Museu do Amanhã, um dos equipamentos que se tornaria um dos símbolos da revitalização da Zona Portuária, com a promessa de ser um equipamento cultural mais voltado ao caráter científico, tinha suas obras iniciadas. O empreendimento, que inicialmente seria levantado com recursos públicos, foi assumido pela iniciativa privada, e acabaria inaugurado em dezembro de 2015, a menos de oito meses do início dos Jogos Olímpicos. Cerca de um mês depois, a prefeitura concluiu os estudos sobre a implantação do sistema de VLTs, que teria sua primeira linha implementada em janeiro de 2016.
Saiba mais em O Globo
VÍDEO: baleia franca e filhote ´dançam´ em flagra de fotógrafo no Arpoador
06/08/2026
Após ´alerta severo´ da Defesa Civil, entenda se ciclone bomba pode atingir o Rio
06/08/2026
Especialistas indígenas preservam abelhas nativas sem ferrão em SP e fazem alerta
06/08/2026
Turismo de avistamento de baleias tem regras, e especialistas defendem melhor fiscalização
06/08/2026
Baleia-jubarte passa debaixo de caiaque e surpreende grupo no ES: ´Achei que ia me derrubar´, diz instrutor; assista VÍDEO
06/08/2026
Embalagem flexível é principal rejeito em cooperativas de reciclagem
06/08/2026
