
04/07/2017
Em 1936, o ilustrador naturalista do Museu Nacional Magalhães Corrêa registrou o estilo de vida e o cotidiano da região no entorno da Pedra Branca, a qual batizou de Sertão Carioca, mesmo nome do livro que lançou naquele ano. Os mapas, fotos, textos e pinturas daquela publicação são a principal fonte de informações sobre a Zona Oeste da primeira metade do século passado. Hoje, um grupo de moradores de Jacarepaguá e Vargem Grande se apoia nessa referência histórica para valorizar a essência rural desses bairros, dividindo-se entre o resgate de expressões culturais tradicionais, pesquisa de acervo e luta pela preservação ambiental.
O Ecomuseu do Sertão Carioca nasceu em 2009, quando a historiadora e fotógrafa Rosa Bernardes começou a pesquisar registros antigos da região onde mora. O trabalho foi evoluindo vagarosamente e teve seu ápice em janeiro deste ano, quando o grupo organizou uma Folia de Reis em Vargem Grande, evento que não acontecia no local há pelo menos 20 anos.
— Foi superemocionante. Várias pessoas mais velhas choravam, porque era uma festa que eles não viam há muito tempo — explica Rosa, moradora de Vargem Grande. — O viés não era o religioso, mas sim o de resgate de cantos e músicas tradicionais e de demonstração de fé, qualquer que seja a crença da pessoa.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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