
04/04/2017
A frota japonesa encarregada de uma polêmica campanha anual de caça às baleias no Oceano Antártico voltou da expedição nesta sexta-feira, depois de matar 333 animais. A frota partiu em novembro de 2016, justificando a matança com "objetivos científicos", apesar de uma moratória internacional sobre a caça das baleias e a oposição da Austrália e Nova Zelândia.
Segundo a agência nacional de pesca do país, a frota era formada por cinco barcos, que chegaram nesta sexta-feira ao porto de Shimonoseki, no Oeste do país. Mais de 200 pessoas, incluindo membros da tripulação e suas famílias, se reuniram na recepção no porto.
Ainda que a agência defina esta campanha como uma missão "para estudar o sistema ecológico do Oceano Antártico", grupos de ambientalistas e o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) consideram que ela atende a interesses comerciais.
Diante da chegada da frota, a ONG Humane Society International pediu novamente ao Japão que abandone definitivamente a caça a baleias.
"Cada ano que o Japão segue com sua desacreditada caça científica a baleias é um ano a mais em que se sacrificam estes animais magníficos sem necessidade", lamentou Kitty Block, vicepresidente executiva do grupo. "Esta crueldade obscena em nome da ciência deve terminar", acrescentou, em comunicado.
O TIJ já havia determinado uma temporada sem capturas de baleias entre 2014 e 2015, que considera irreais os "objetivos científicos" do Japão. Em 2016, a frota nipônica caçou também 333 baleias.
A matéria pode ser lida em O Globo
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