
06/12/2016
Desde o Primeiro Informe Epidemiológico emitido pelo Ministério da Saúde sobre a microcefalia causada pelo Zika Vírus, em novembro de 2015, o Brasil se debruçou sobre a questão não só para atender os casos já identificados, mas também para estudar o vírus, sua ação e suas conseqüências na saúde humana.
Um dos resultados das diversas iniciativas do Governo Federal foi a Chamada MCTIC-CNPq/MEC-CAPES/MS-Decit/FNDCT Nº 14/2016 - Prevenção e Combate ao Vírus Zika, lançada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em junho deste ano.
Uma ação conjunta entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por meio do CNPq, Ministério da Saúde e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), serão destinados R$ 65 milhões a 71 projetos aprovados pelo edital.
Os coordenadores das propostas selecionadas estão em Brasília para o Seminário Marco Zero, junto com membros dos Comitês Julgador e de Relevância Social da Chamada, além de técnicos e gestores dos órgãos públicos envolvidos, para discutir as necessidades de ajustes metodológicos.
O objetivo do encontro, previsto na Chamada como uma etapa do processo de contratação dos projetos, é discutir a possibilidade de um melhor aproveitamento dos resultados das pesquisas, além de contribuir para a interação entre pesquisadores que estão trabalhando com a temática, integrando conhecimentos.
A abertura do Seminário aconteceu nesta quarta-feira, 30, com a participação de representantes das instituições públicas gestoras da Chamada. Até a quinta-feira, 1, os coordenadores discutirão, em grupos de trabalho separados pelas linhas temáticas dos projetos aprovados, para definir as diretrizes das pesquisas e estabelecer cooperações.
Na ocasião, o Diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, Marcelo Morales, destacou a concentração de esforços e protagonismo do Brasil nas pesquisas envolvendo o Zika Vírus: "Os cientistas brasileiros estão prontos para enfrentar os problemas", afirmou. Morales apontou, ainda, a consolidação do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação e a visão estratégica que o Ministério da Saúde tem quanto à pesquisa na área como pontos fundamentais para os resultados já obtidos.
As pesquisas aprovadas abordam as mais diferentes temáticas, envolvendo desenvolvimento de novas tecnologias diagnósticas; desenvolvimento e avaliação de repelentes e de imunobiológicos; inovação em gestão de serviços em saúde; imunologia e virologia; epidemiologia e vigilância em saúde; estratégias para controle de vetores; desenvolvimento de tecnologias sociais e inovação em educação ambiental e sanitária, além de Fisiopatologia e clínica.
Uma das contempladas pela Chamada foi a Professora Denise Pontes Cavalcanti, do Departamento de Genética Médica da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP. Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 do CNPq, Denise tem como uma das ênfases da sua pesquisa as malformações congênitas. Com a expectativa de aproveitar o encontro para identificar o que se pode fazer em comum, além de melhorar alguns pontos de metodologia, ela pontuou a importância da preservação orçamentária para ciência e tecnologia. "Se tivermos cortes orçamentários, não conseguiremos realizar as pesquisas propostas, ponderou.
Leia mais no site da Capes
VÍDEO: baleia franca e filhote ´dançam´ em flagra de fotógrafo no Arpoador
06/08/2026
Após ´alerta severo´ da Defesa Civil, entenda se ciclone bomba pode atingir o Rio
06/08/2026
Especialistas indígenas preservam abelhas nativas sem ferrão em SP e fazem alerta
06/08/2026
Turismo de avistamento de baleias tem regras, e especialistas defendem melhor fiscalização
06/08/2026
Baleia-jubarte passa debaixo de caiaque e surpreende grupo no ES: ´Achei que ia me derrubar´, diz instrutor; assista VÍDEO
06/08/2026
Embalagem flexível é principal rejeito em cooperativas de reciclagem
06/08/2026
