
17/11/2016
Há tempos os rios da Grande Tijuca sofrem com o descaso e a poluição. Despejo de esgoto in natura e descarte irregular de lixo sólido (oriundo de residências e comunidades próximas aos cursos d’água), são dois dos fatores que contribuem para o mau estado dos locais. Para piorar, em alguns deles não há regularidade na poda da vegetação. Ela cresce a cada dia na beira dos canais, deixando o mato denso. Cria-se, assim, um cenário ideal para o aumento do número de insetos, e roedores, e de transmissão de doenças.
No Rio Maracanã, o trecho que mais sofre fica entre as ruas Radmaker e Mário de Alencar, na Muda. Moradores alertam para um possível criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.
— Nunca vi um órgão público fazendo esse tipo de trabalho aqui. O verão está chegando e isso tende a aumentar a incidência dos vetores. O mato retém o lixo sólido, que pode se tornar um grande foco do Aedes aegypti. Isso é coisa séria — critica o aposentado João Santos, morador da Avenida Maracanã, na altura da Rua Garibaldi.
Segundo ele, uma quantidade excessiva de vegetação também proporciona o surgimento de ratos e caramujos. — Não bastasse o mau cheiro, agora temos que conviver com mais esse problema — reclama Santos.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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