
10/11/2016
O município do Rio de Janeiro está na faixa verde de infestação predial do Aedes aegypti. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o resultado do último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado no período de 12 a 22 de outubro, manteve o baixo índice de infestação predial (IIP): 0,8%. Com isso, o município continua na linha que representa baixo risco para ocorrência das infecções transmitidas pelo vetor. O índice é considerado satisfatório quando está abaixo de 1% de larvas do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.
Desde o início do ano, a cidade já teve 25.029 casos de dengue notificados, de acordo com os dados registrados até a última terça-feira (dia 8/11). Em 2015, durante todo o ano, foram 18.070 casos.
Na avaliação da SMS, o baixo índice de infestação pelo Aedes aegypti pode ser atribuído aos bons resultados do trabalho de prevenção e conscientização feitos nos últimos tempos, além de uma maior colaboração da população.
— Houve um crescimento de conscientização da população e também fizemos um trabalho intenso de visitação às casas. Em 2016, foram mais de 10 milhões de visitações a domicílios. Mas estes número positivos não significa que temos que ficar tranquilos. O comportamento nestes últimos meses do ano e nos primeiros do ano que vem vão ser determinantes para controle em 2017 — ressaltou o secretário municipal de saúde Daniel Soranz.
Das dez Áreas Programáticas (AP) da cidade, sete apresentaram baixo risco: 1.0 (Centro), 2.1 (Zona Sul), 2.2 (Grande Tijuca), 3.2 (Grande Méier), 3.3 (Madureira e adjacências), 4.0 (Barra e Jacarepaguá), 5.1 (Bangu e adjacências) e 5,3 (Santa Cruz e Paciência). As demais três áreas apresentam médio risco: 3.1 (Ilha e Zona da Leopoldina), 3.3 (Madureira) e 5.2 (Campo Grande).
Numa comparação entre os resultados atuais e os do LIRAa anterior (relativo ao período de 29 de maio a 4 de junho), a área de Madureira, que apresentava índice de 1,1% das casas visitadas com foco do mosquito, manteve o mesmo índice de infestação. Mas a área da Zona Norte perdeu o posto de região com mais focos de mosquito para o bairro de Campo Grande, na Zona Oeste: na medicação anterior, foram encontrados problemas em 0,9% dos endereços visitados, desta vez havia focos em 1,3% das residências vistoriadas. Outra área que cresceu foi a do Subúrbio da Leopoldina: passaram de 0,8% para 1,1%.
A matéria pode ser lida em O Globo
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