UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Projeto vai catalogar as águas escondidas de Niterói

18/10/2016

Depois de Araribóia ajudar os portugueses a expulsar os franceses que ocupavam o Rio no século XVI, Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, governador geral do Brasil na época, deu ao cacique o direito de escolher qualquer uma das regiões da Guanabara para viver. Sem titubear, ele apontou para o outro lado da Baía e disse que queria aquela região de “águas escondidas” — Niterói, em tupi-guarani. Passados cinco séculos, boa parte deste patrimônio natural que deu nome à cidade permanece oculta. Com o intuito de revelá-lo, a Secretaria municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade começou a catalogar, na última semana, nascentes e olhos d’água de três bacias hidrográficas: do Rio das Pedras, do Rio Sapê e do Rio Muriqui. O objetivo é promover ações para preservar as 32 bacias hidrográficas da cidade.
As primeiras ações serão feitas no olho d’água que fica na esquina da Avenida Frei Fabiano com Rua F, em Itaipu. No local, a água de um lençol subterrâneo que pertence à bacia do Rio Santo Antônio brota do chão, formando um curso hídrico pelo canto da Avenida Frei Fabiano. Geógrafo da secretaria, Thiago Leal explica que, em casos como esse, em que o líquido emerge do solo em menor proporção que as nascentes, sem muita movimentação, muita gente confunde a nascente com simples poças.
— Como a água fica mais parada, é difícil identificar. Mas já avaliamos o líquido é limpo e vem do lençol freático. Para proteger esse olho d’água, vamos começar na próxima semana o plantio de dez mudas de plantas nativas da Mata Atlântica em volta dele e vamos sinalizar para que os moradores conheçam e preservem o local — conta.
Nas margens da Avenida Ewerton Costa Xavier, em Várzea das Moças, na região do Parque Estadual da Serra da Tiririca, uma nascente mais abundante já foi identificada pelos técnicos da prefeitura. Pertencente à bacia do Rio João Mendes, ela também deve receber intervenções para que seja preservada. Por estar dentro de uma propriedade privada, os trabalhos precisam ser conduzidos de forma mais protocolar.
— Já entramos em contato com o proprietário, e ele se mostrou receptivo. Estamos tentando marcar uma nova ida ao local para iniciarmos as ações. A participação e o engajamento dos moradores são fundamentais — diz Leal.

Saiba mais em O Globo

Novidades

VÍDEO: baleia franca e filhote ´dançam´ em flagra de fotógrafo no Arpoador

06/08/2026

Uma baleia franca e seu filhote foram flagrados pelo fotógrafo Gabriel Klabin no Arpoador, Zona Sul ...

Após ´alerta severo´ da Defesa Civil, entenda se ciclone bomba pode atingir o Rio

06/08/2026

O alerta severo disparado pela Defesa Civil da cidade do Rio por volta das 5h da manhã desta quarta-...

Especialistas indígenas preservam abelhas nativas sem ferrão em SP e fazem alerta

06/08/2026

Marcio Karai acomoda-se sobre um tronco de árvore perto de sua casa, nos arredores de São Paulo, e p...

Turismo de avistamento de baleias tem regras, e especialistas defendem melhor fiscalização

06/08/2026

Em meio à expansão do avistamento de baleias-jubarte no litoral paulista, uma cena chamou a atenção ...

Baleia-jubarte passa debaixo de caiaque e surpreende grupo no ES: ´Achei que ia me derrubar´, diz instrutor; assista VÍDEO

06/08/2026

Uma baleia-jubarte surpreendeu um grupo de praticantes de caiaque durante um passeio no início da ma...

Embalagem flexível é principal rejeito em cooperativas de reciclagem

06/08/2026

Numa cooperativa de reciclagem, rejeito não é sinônimo de lixo comum, é o material que chega, é tria...