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Turistas podem trazer doenças erradicadas há tempos no país

25/08/2016

Quando as conversas sobre os Jogos Olímpicos do Rio entram na seara da saúde, o único personagem lembrado costuma ser o mosquito Aedes aegypti. A possibilidade de contrair dengue, chicungunha ou zika ainda assombra os visitantes da competição, especialmente os estrangeiros. No entanto, os riscos têm mão dupla. Os turistas podem, mais do que ficar doentes por causa do inseto, trazer na mala enfermidades há tempos erradicadas no Rio, como sarampo, rubéola e, segundo especialistas, alguns tipos de meningite. A disseminação dessas doenças na cidade levaria a novos surtos, de acordo com um estudo elaborado recentemente pelo governo federal.
Denominado “Avaliação de risco das cidades-sede das Olimpíadas” — além do Rio, outras cinco capitais receberão partidas de futebol —, o levantamento analisa riscos à saúde pública que podem ocorrer em eventos de massa, nos quais se reúnem pessoas de diversas nacionalidades. Para evitar as epidemias, os órgãos de saúde pública oferecem vacinas e injeções.
No caso de enfermidades para as quais não há disponibilidade destes recursos, como a malária, as únicas soluções viáveis são monitorar áreas de risco e acompanhar as pessoas com quem os contaminados interagiram.
— Os turistas podem ficar doentes ao chegar aqui, mas eles também podem trazer doenças — alerta José Cerbino Neto, vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI). — Um exemplo é o sarampo: os Estados Unidos e a Europa não têm um certificado de que esta enfermidade foi erradicada em seus territórios. Por isso, se houver algum caso aqui, precisaremos rastrear as pessoas com quem o paciente teve contato, antes que ocorra uma epidemia.
No mês passado, o Comitê Internacional de Avaliação e Documentação da Sustentabilidade do Sarampo nas Américas (CIE) reconheceu o Brasil como país livre da doença. Mas o Rio está vulnerável à recepção de visitantes infectados. O Ministério da Saúde lembra que há, “no presente momento”, um surto da enfermidade na Irlanda.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

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