
18/08/2016
Para conter o avanço da epidemia febre amarela que já infectou mais de 6 mil pessoas em Angola e na República Democrática do Congo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está coordenando uma das maiores campanhas de vacinação já realizadas no mundo. Por causa da escassez de vacinas, as doses recomendadas foram reduzidas para um quinto do normal, suficiente para imunização por apenas 12 meses. Com a baixa nos estoques globais, o temor é que a doença se espalhe por outros países e se transforme numa pandemia. Em trabalho conjunto com os ministérios da Saúde dos dos países, com apoio de 56 parceiros globais, a campanha pretende vacinar mais de 14 milhões de pessoas, em 8 mil postos, num período de tempo curtíssimo. Entre os parceiros está o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, que doou parte das vacinas. Normalmente, campanhas de vacinação desta envergadura duram entre 3 e 6 meses, mas nesta a corrida é contra o tempo, já que a estação chuvosa começa em setembro, trazendo com ela os mosquitos vetores da doença. — Para vacinar quase 8 milhões de pessoas em Kinshasa num curto período, cada equipe terá que vacinar centenas de pessoas por dia — disse William Perea, coordenador da Unidade de Controle de Doenças Epidêmicas da OMS. — Proteger o máximo de pessoas possível está no centro desta estratégia. Com suprimentos limitados, nós precisamos usar essas vacinas com muito cuidado. De acordo com os últimos relatórios da OMS, a febre amarela já matou 369 pessoas em Angola e 16, na República Democrática do Congo. Os números continuam crescendo, apesar de campanhas anteriores que já imunizaram mais de 13 milhões de pessoas em Angola, e 3 milhões na República Democrática do Congo. Apesar disso, a OMS identificou áreas consideradas de alto risco, como Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, e a fronteira entre os dois países, que se estende por 2.646 quilômetros. A campanha vai envolver 41 mil funcionários e voluntários, que receberão 17,3 milhões de seringas com a medicação. Mais de 500 veículos serão usados para o transporte de pessoas e suprimentos, que serão espalhados por mais de 8 mil pontos de vacinação. — A quantidade de seringas necessária não estava disponível no mercado, então fizemos uma encomenda especial para os fabricantes — disse Guillaume Queyras, responsável pela logística da OMS. — O fornecimento de seringas normalmente demora mais de 2 meses. Mas por causa da situação emergencial, os fabricantes trabalharam conosco para acelerar a produção e entregar os suprimentos a tempo.
A matéria completa pode ser lida no Jornal Floripa
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