
24/05/2016
A expectativa de vida em todo o mundo aumentou em cerca de cinco anos nos últimos 15 anos, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É o avanço mais rápido desde a década de 1960, mas desigualdades entre países persistem.
O maior aumento foi observado na África, devido a melhorias nos cuidados de saúde para as crianças e melhor disponibilidade de medicamentos, incluindo remédios de combate à malária e à AIDS. A média no continente subiu 9,4 anos, para 60 anos.
A agência de saúde da ONU diz que, globalmente, a expectativa de vida de um bebê nascido em 2015 foi de 71 para as mulheres e 69 para os homens. O relatório registra que recém-nascidos em 29 países, todos desenvolvidos, têm uma estimativa de vida de 80 anos ou mais. Já os que nascem em 22 países da África subsariana têm uma estimativa de menos de 60 anos.
Com expectativa de 86,8 anos, as mulheres do Japão são o grupo com estimativa de vida mais longa no mundo. A Suíça tem a maior taxa para os homens, com 81,3 anos. Já Serra Leoa, na África, teve a menor expectativa de vida para ambos os sexos, 50,8 para as mulheres e 49,3 para os homens.
"O mundo deu grandes passos na redução do sofrimento e das mortes prematuras causadas por doenças que poderiam ser prevenidas e tratadas. Mas os ganhos foram desiguais. Países devem ser apoiados na mudança para atendimento universal, que aumento o atendimento primário", afirma em nota à imprensa a doutora Margaret Chan, diretora geral da OMS.
O relatório observou que havia falhas nos dados de alguns países e que cerca de metade de todas as mortes em todo o mundo não são registrados.
Fonte: O Globo
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