
05/05/2016
As empresas que atuam na retirada de lixo flutuante da Baía de Guanabara estudam interromper a operação dos dez ecobarcos que realizam a tarefa diariamente. O último pagamento feito pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) aconteceu em dezembro.
Na ocasião, as três empresas - uma gerenciadora e duas operadoras das embarcações - receberam, juntas, R$ 578.518,15. De lá para cá, as dívidas se acumularam - uma das companhias calcula que o débito do estado, apenas com ela, esteja na casa dos R$ 600 mil.
No ano passado, os ecobarcos chegaram a parar por quatro meses, também por falta de pagamento, e voltaram à Baía de Guanabara pouco mais de um mês antes do evento-teste da vela. Com o fracasso do alcance da meta de coletar e tratar, até as Olimpíadas, 80% do esgoto despejado na baía, autoridades do estado ajustaram o discurso e passaram a defender os ecobarcos e as ecobarreiras - estruturas instaladas na foz de rios que deságuam na baía - como medidas suficientes para evitar problemas durante o torneio olímpico de vela.
Fonte: O Globo
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