
03/05/2016
A poluição do complexo lagunar da Barra da Tijuca já está causando mortandade de peixes. Na manhã desta segunda-feira, várias espécies apareceram boiando na Lagoa de Marapendi. Na altura do Condomínio Mandala, era grande a quantidade de peixes mortos. A Secretaria estadual do Ambiente informou que os técnicos ainda não concluíram a vistoria na região. O empresário Ricardo Herdy, proprietário de uma empresa de transporte náutico, disse que foi obrigado a suspender os passeios turísticos.
— O mau cheiro e a cor da água não são nada convidativos para um passeio. As pessoas querem fazer um passeio para contemplar a natureza. Ninguém quer ver peixes mortos e sentir esse odor desagradável — reclamou.
Após o canal e a praia da Barra serem tomados por gigogas no fim de semana, a secretaria informou, nesta segunda-feira, que não cabe mais a recuperação da ecobarreira da Lagoa da Tijuca, que está afundando. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), para sanar temporariamente o problema, ela será substituída pela antiga ecobarreira do Canal do Cunha, que foi substituída recentemente por uma mais robusta. O motivo para o reúso é a falta de verba para comprar uma nova, explica o Inea.
“A SEA reforça que, em virtude das legítimas intervenções do Ministério Público, que acabaram por atrasar em um ano e meio o início das obras, o orçamento previsto para as intervenções no Complexo Lagunar da Barra, com o passar do tempo, foi impactado. Neste período adveio a crise econômica e a realidade agora é outra”, afirma, em nota o Inea, que acrescenta:
“A secretaria está fazendo um grande esforço orçamentário, mesmo diante da crise, buscando realizar o que estamos chamando de primeira fase da obra, que é a execução da ampliação do molhe - estrutura costeira feita por pedras e blocos de concreto - na embocadura do Canal da Joatinga. Esta intervenção vai facilitar uma troca maior de água entre a lagoa e o mar, melhorando a balneabilidade da praia. O projeto será feito de forma que essa troca se dirija mais para o alto mar, favorecendo a qualidade da água na região. Além disso, está em curso a instalação de cercas, limpeza dos manguezais e plantio de 30 mil mudas de mangue para recuperação e proteção da faixa marginal das lagoas de Camorim e Tijuca, na Barra da Tijuca”.
Nesta segunda, a corrente marinha acabou levando as gigogas do mar de volta em direção à lagoa. Com isso, elas estão concentradas no Canal de Marependi e na Lagoa da Tijuca, o que prejudica a locomoção das chalanas que transportam moradores da Ilha de Gigoia. Barqueiros reclamam da vegetação que danifica os motores. A Comlurb permanece fazendo a retirada das gigogas da Praia da Barra, mas ainda não pesou o material retirado nesta segunda. No domingo, uma equipe do órgão retirou cerca de dez toneladas de vegetação da região, na altura do Quebra-Mar.
Saiba mais em O Globo
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