
03/05/2016
Por medida de segurança, a usina de Chernobyl, local do pior acidente nuclear da História, em abril de 1986, é isolada por uma zona de exclusão com raio de 30 quilômetros. Com o passar do tempo e a redução dos níveis de contaminação, algumas partes dentro da área segura foram abertas para visitação. Desde 1999, empresas oficiais são autorizadas pelo governo ucraniano para oferecerem passeios turísticos, mas, de um tempo para cá, aventureiros começaram a ingressar ilegalmente na região. Conhecidos como stalkers — nome inspirado em uma série de videogame —, eles burlam os pontos de controle para explorar lugares não habitados pelo homem há três décadas ou apenas observar o pôr do Sol do alto dos conjuntos habitacionais soviéticos de Pripyat.
O jovem Kirill Stepanets, de 27 anos, é um deles. Louco ou destemido, ele faz das visitas à zona proibida o seu ganha pão. Ele conta que a primeira vez que entrou na Zona de Exclusão de Chernobyl (ZEC) foi em 2009, num tour oficial, e dois anos depois fez sua primeira visita ilegal. Desde então, não parou mais. De um tempo para cá, começou a cobrar para levar turistas onde os passeios oficiais não chegam. Para ucranianos, uma visita de um dia custa US$ 50, mas para estrangeiros, o preço chega a US$ 300.
— Eu vivo há duas horas de distância de Chernobyl, então por que não ir? — diz Stepanets. — Eu cheguei a trabalhar com as agências oficiais, mas agora estou de volta à ilegalidade. As visitas são com maior liberdade, com mais oportunidades e coisas interessantes.
Stepanets conta que há alguns anos, existiam pouco mais de uma dezena de stalkers como ele, que oferecem visitas guiadas ilegais. Agora, são centenas. Ele estima que entre 200 e 300 pessoas entrem ilegalmente na ZEC diariamente. Os passeios podem ser de apenas um dia ou durar uma semana. O pernoite acontece em casas ou apartamentos abandonados em vilas ou nas cidades que foram evacuadas após o desastre.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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