UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
O horror nuclear em Chernobyl

26/04/2016

O mundo já tinha vivido 41 anos de pesadelo nuclear, sem saber que estava sonhando com a assombração errada. A velha paranoia era que algum general americano ou russo apertasse o botão e o planeta virasse uma grande Hiroshima. Mas a nuvem radioativa que rapidamente se espalhou por 12 países da Europa no dia 26 de abril de 1986 não tinha nada a ver com guerra. O desastre de Chernobyl mostrou ao mundo que o pesadelo nuclear não era monopólio da Guerra Fria.
Mas a cortina de ferro ajudou a tornar o acidente mais macabro. A explosão do reator 4 da central nuclear de "Tchernóbil" só foi divulgada pelo governo da então URSS 48 horas depois que a radiação começou a se espalhar pela atmosfera. E esse lapso só não foi mais longo porque a contaminação acionou os alarmes de outra usina nuclear, na Suécia, a quase dois mil quilômetros de Kiev, onde está Chernobyl.
A explosão do reator, causada por superaquecimento do urânio após uma pane no sistema de refrigeração, foi só o começo da tragédia. Enquanto o fogo consumia a usina, iniciou-se uma guerra de propaganda ideológica. Quanto mais os jornais e TVs ocidentais culpavam o regime comunista, mais o governo soviético bloqueava informações e subestimava o acidente. A polêmica retardou a cooperação internacional para socorro às vítimas e combate ao incêndio radioativo, só extinto uma semana depois.
Nos primeiros dez anos, a radiação matou pelo menos dez mil pessoas. Com o tempo, foram estimados, por leucemia, câncer de tireóide e malformação genética, mais de cem mil outras vítimas.
A catástrofe de Chernobyl coincidiu com o início da abertura política na URSS. As tais 48 horas para a divulgação do acidente foram, na verdade, um recorde para o regime soviético, que em outras épocas teria varrido o fato para debaixo do tapete por muito mais tempo. Mikhail Gorbatchov surpreendeu mais uma vez ao propor, 18 dias após o acidente, que EUA e URSS se unissem para garantir o acesso às informações das usinas nucleares de todo o mundo. A iniciativa praticamente obrigou a Agência Internacional de Energia Atômica a iniciar a quebra do sigilo de um setor alérgico à transparência, que incluía reatores sucateados e ineficientemente protegidos.

Saiba mais em O Globo

Novidades

Fogo atinge duas áreas de preservação de Niterói em uma semana

11/08/2026

Em pouco mais de uma semana, duas áreas de preservação ambiental da cidade foram atingidas por incên...

Bosque dos Salesianos é ameaçado pela especulação imobiliária

11/08/2026

Enquanto São Paulo recebe a Climate Week 2026 e se apresenta ao mundo como referência latino-america...

Ventilação natural orienta projeto de casa em Brasília

11/08/2026

O estúdio local Bloco Arquitetos concluiu uma casa em Brasília cercada por painéis de tijolos e ampl...

Natura amplia sistemas agroflorestais de dendê na Amazônia

11/08/2026

Mais de mil hectares, o equivalente a cerca de 1,4 mil campos de futebol. Essa é a área ocupada pela...

Petrobras escolhe empresa para créditos de carbono cujo sócio teve madeireira punida

11/08/2026

A Petrobras selecionou uma empresa para aquisição de créditos de carbono, gerados a partir de restau...

Para combater invasão de algas, Caribe aposta em barcos, barreiras e biocombustível

11/08/2026

Centenas de funcionários de hotéis mexicanos, operadores de tratores e militares especializados da M...